Minha amiga e leitora Camilla me presenteou, ontem, um lindo chaveirinho do Brasil. O melhor? Foi feito por uma brasileira que mora em Abu Dhabi, a Carine Calé. Amei, amei, amei!
Não é Hong Kong, tenho certeza. Só pode ser Xangai. Adorei esse vídeo. A musiquinha é fofis e tem muita viadice, plumas e brilhos. Lógico que não estarei em Melborne no dia 7 de março para ver o show das bees, volto pra Dubai um dia antes. VDM. Ah sim, estou em modo
Comunidade de brasileiros fora do Brasil é mágoa. Lógico que o conforto do idioma é uma benesse para os que sofrem de homesick. Mas, puta que pariu, tô pra ver povinho mais enxerido.
No meu caso a nacionalidade parece dar liberdades as minhas flatmates. Porque sou brasileira está ok beber todo o meu álcool, porque sou brasileira está permitido comer todo o meu pão e não me deixar necas para o café da manhã. E pagar o pacote de Yakult que trouxe de Cingapura, ah sim, quem precisa pagar 15 reais num pacote de Yakult se todos somos brasileiros, não é mesmo?
O mais sensacional é que minha ex-flatmate, a filipina, tournou-se uma de minhas melhores amigas para a vida. A única vez em que precisou pegar algo meu, uma garrafa de Jack Daniels para festar com amigos, devolveu-me em menos de uma semana com um bilhetinho de agradecimento e outras miguxices. Lógico, antes de pegar a garrafa perguntou se poderia. Foi impecável.
Sim, ela é filipina. Asiática. E lhes digo que me dou muito melhor com asiáticos do que com a minha própria raça. Porque brasileiro, aqui, adora disparar impropérios contra qualquer asiático. Dizem que são sujos, mal-educados, fazem cocô de cócoras, não usam desodorante.
Porque brasileiro, sim, é um povo muito bem educado. Todos nós viemos do primeiro mundo, não é mesmo? Somos todos muito respeitosos e jamais tentamos tirar vantagem de alguma coisa.
Não me entendam mal. Não estou pregando que, uma vez fora de nosso país, devemos evitar nossa própria nacionalidade. O erro é selecionar amigos por passaporte.
Tenho amigos brasileiros maravilhosos aqui em Dubai, Nuschkur-Allah. Mas são pessoas que tem um background semelhante ao meu, dividem os mesmos valores, têm um bom nível de cultura geral para não abrir a boca e disparar ignorâncias. E assim tenho uma amiga filipina, um punhado de amigos paquistaneses e indianos, uma cingalesa magnífica.
E acreditava ter uma boa amiga brasileira. Bem. Acreditava. Porque se ela acha que eu roubo o uniforme dela ou que as pessoas que amo fazem cocô de cócoras no banheiro dela só porque nasceram no sul da Ásia, bem, aí dou meu braço a torcer: mais uma vez me enganei, mais uma vez deveria ter ouvido os conselhos de minha mãe.
Minha mãe é foda. Dizem que ela dá voadoras até no capiroto.
Minha flatmate que dizia ser muito amiga minha me acusou de ter furtado uma peça de uniforme dela. Isso depois de acusar meus amigo indiano e meu amigo paquistanês de terem feito cocô no banheiro dela (a tampa estava suja de merda e ela, sapientíssima, disse que achava que um deles teria defecado em seu vaso sanitário já que "asiático caga de cócoras"). Nenhum dos dois usou o banheiro dela, mas é fácil acusar quem não pode se defender.
Sério, gente... Comofassss?????
Eu já sei. Fechei meu corpo e virei a página. Custo a aprender. Ainda jogo pérolas aos porcos.
Aí o irmão da mesma chega em Dubai. Perde o vôo para Atenas porque dormiu demais. Chego em casa e acho um buraco na parede. Ele deixa uma mensagem dizendo que teve um acidente envolvendo uma parede "amassada" e sangue no lençol.
Pra melhorar meu dia, não ganhei upgrade pra classe executiva. Mas meus amigos com menos senioridade ganharam.
Last but never the least... Um ex-peguete indiano feio vai casar. Ou seja, o mundo se dando bem e eu me fodendo na econômica, vivendo num hospício onde sou acusada de roubar peça de uniforme.
Ah, porra, parem essa merda que eu quero descer. Muito puta estou. Realmente, carreira de bandejeira-recolhedeira não tá pra mim.
Sendo assim... Para melhorar meu humor deveria _____ ??????
a) Botar Amado Batista no meu piniquinho (chamo meu CD Player portátil de piniquinho, coisas de minha mãe);
b) Comer bolinho;
c) Passar trote pro meu ex-peguete do orelhão;
d) Andar rebolando na frente do porteiro da noite. Ele é gato e faz bem pro meu ego;
e) Parar de pensar em tanta merda e apenas comer bolinho.
P.S.: Ah, meu Playstation misteriosamente parou de funcionar. Vida de merda.
Porque assisto esse episódio over and over again. Se alguém tiver esse midi, please, me manda pro ahlibanesa arroba gmail ponto com que mando uma foto autografada (só para o primeiro entre os milhares, huahua). Não conheço a música original mas, se conseguir o midi, gravo na minha versão. :) Aí o que vai ter de neguinho fazendo DDI pra ouvir, né... Acontece.
Tô viciada nesse programa que o Marcelo, um leitor e amigo do Sri Lanka, me enviou: Clube da Menopausa TPM. Só divas do high society: Dani Franco (esposa do Moacyr), Lilly Ribeiro (esposa do Lair), Beth Szafir, Lucimara Parisi (ah, meu, googla aê) e Clica Voight (quem?).
É tipo o Saia Justa, da GNT, numa versão genérica - e com muita sabedoria atropológica como "o problema são essas culturas que não vão se ajustando ao andar da carruagem" (sobre casamento arranjado na Índia) e conselhos matrimoniais incríveis como "com o mesmo marido?" (indignação de Dani sobre como apimentar a vida sexual durante o casamento).
É foda, né, Clica? Eu também acho uó coletar exame de fezes. Para isso recomendo o uso de luvas... Tipo, evita que fique um visual meio "francesinha de chocolate". Quanto aos potinhos, bem, não transportaria merda dentro da minha bolsa junto com meu cigarro e carteira. Acho que uma sacola de supermercado seria mais adequado. Fica a dica. Beijos.
E melhor ainda só o número de exibições de cada episódio no Youtube... Que não chegam nem a mil. Mas a libanesa, que tem mais leitores por semana do que as visualizações de cada vídeo, vai dar uma forcinha.
Força no spray Karina! Eu já favoritay: www.clubedatpm.com (é só ponto com, entendeu, calega?).
Mais uma vez nos presenteia com um espetáculo piauiense. Obrigada, estou tocada. Fico emocionada com a versatilidade do povo brasileiro, especialmente com a auréola de prato de bolo.
Me lembra uma canção, não me lembro o nome mas ia assim: "é gente humilde, que vontade de chorar".
Bandejeira de luxo em Dubai. Ex-jornalista, geminiana, fag hag, teimosa, alta, braba e mui-to ri-ca (de es-pí-ri-to). Agnóstica, preguiçosa, vingativa e nunca dá gorjetas.