quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Mata Atlântica-sick

É aquela eterna história... A gente passa a dar mais valor para alguma coisa quando a perdemos. Estou sentindo na pele o que é estar homesick. Todo mundo chocha São Paulo, mas juro que Higienópolis tem mais árvores do que Dubai inteira.

E as praias daqui tem uma água verde turquesa linda. Cheia de coliformes do Burj (aqui, literalmente, os ricos cagam ni nóis), cólera (that's so third world), febre tifóide e hepatites de todas as letras.

Super perdi a vontade de comprar uma pranchinha de body board e praticar algo outdoor. Até porque não temos ondas. A única praia com ondas está na divisa entre Dubai e Sharjah, onde eu super iria com meu carritcho novo... Mas está cheio de gente wahabbiya nada pra frentex, paquistaneses que entram no marzão de sharwal kamiz (aquele pijamão) e outros que não direi a nacionalidade para não parecer tendenciosa que volta e meia fazem necessidades aqui ou ali.

Sem falar que alguns turcos, libaneses, indianos, curdos, iranianos, you name it, adoram tirar foto da mulherada de maiô ou biquini. Não é a toa que as brazucas vão a praia de roupa.

Eu não. Afinal, não vou a praia aqui. O sol é muito forte, não tem barraquinha de refresco, troque o populacho farofeiro por libaneses em calção de banho fosforescente (ou fluorescente?) tocando black music (odeio, odeeeeio aquelas canções que pedem para que a mocinha vá ao candyshop chupar um lollypop, eu absolutamente odeio esses rappers, Missy Elliot e a turma toda) ou pop libanês (tudo soa igual, seja Amr Diab ou Najwa Karam, é tudo "te quero habibi, te amo" e a batida é insuportavelmente igual). Não que o axé brasileiro and all that shit sejam musicalmente melhores ou tenham letras, er, hm, um pouco mais ortodoxas. O fato é que se é pra aguentar lixo, prefiro os nossos.

Vale lembrar que a praia, aqui, pode ser descrita como muita areia, um mar sem muitas ondas, um sol infernal que machuca seus olhos mesmo que você esteja rica com seu Prada equilibrado no nariz. Não tem milho verde, não tem raspadinha, não tem nada. Cervejinha gelada e camarãozinho na grelha, nem pensar. Só tem um bunker de um paquistanês cheio de salgadinho, sorvete e Pepsi. :(

E, porra, não tem a melhor combinação ever: mata atlântica ao fundo + nossas praias. Quando estive na Indonésia, notei que as praias do país eram maravilhosas porque tinham uma combinação semelhante. Sri Lanka idem.

Logo, estou aqui ba-ban-d0 nesse novo projeto que reúne 40 trilhas ecoturísticas no estado de São Paulo: muito verde, muita praia. Adoro. Lógico que nem cogito, afinal, acampamento, pra mim, só no quarto do Hyatt.

Detesto trilhas simplesmente porque estão cheias de lama. Prefiro pegar o carritcho e dirigir na Rio-Santos, hospedada lá com o John e usando vestidinho sempre. Bermuda e camiseta, mein Arsch!

4 comentários:

deco disse...

Querida,guenta o tranco,faz grana. Quem sabe no futuro vamos ter casa ,perto um do outro, em Parati.Cachorrada solta, Mammy dando bronca, Carlos pintando, Maior festa.De vez quando ir a Castelhanos ,na Ilha Bela. É a praia mais linda do mundo.Tem essa combinação toda de mata e mar e mais um pequena infra de uns botecos de caiçaras. Os borrachudos a gente dá um jeito. Haja citronela.

Bubu Senior disse...

Nófa! Deve estar cheio de peixe-bosta, como em muitas praias daqui do patropi!
Kkkkkkkkkkkkk

Alexandre Lucas disse...

Detesto trilha. Mas imagino sua saudade ;)

Lady Metal disse...

Ao menos aí tem areia. Praia com areia. Aqui tem grama e/ou pedrinhas.

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