sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Boa sexta-feira! (ainda tem hífen?)

E como vivo ao contrário de todos, vou dormir um pouco que já já vou trabalhar. :) Mas vou feliz, cantarolando Bella Figlia dell'amore.



Se você conhece essa passagem de um certo filme italiano, parabéns, você É uma alma elevada.

(esse filme teve um forte papel em minha educação, né, mãe?)

Austrália: eu passo!

Estava lendo a review do filme 'Austrália' no blog do Daniel e não pude resistir a comentar e tornar pública a minha preguiça ao supracitado filminho ao melhor estilo "não vi e não gostei". Pois bem:

1. Não tenho saco para filmes épicos. Prefiro ver o filme do Pelé.

2. Não tenho saco para filmes com mais de 2 horas. Não preciso nem dizer que nunca terminei um Bollywood (ou assisti dando foward). Nem Veer Zara escapou do meu controle remoto. Logo, 169 minutos, beijosnãomeliga.

3. Nicole Kidman com sua cor de cera e voz de sussurrinho... Jesus, me defenestra! Tem coisas na vida que não sou obrigada. A Nicole é uma. O Robin Williams é outra. A Meg Ryan, então, essa eu nem comento. Prefiro brincar de Sudoku (existe algo mais chato?).

4. Não tenho o menor interesse em nada que se relacione a Austrália. Já estive lá e não achei "o maiooor legal, meo". É bonito, sim. Mas até a chatíssima Auckland na Nova Zelândia é mais interessante que Perth, Brisbane, Melborne e Sidney. Aliás, não sei o que tanto vêem em Sidney.

5. Reservo-me o direito de desgostar de lá, sim. Porque se tem gente que odeia a China, os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Argentina... Porque seria eu obrigada a gostar daquela terra? E que fique claro: eu não ODEIO a Austrália (aliás, eu não odeio nada). Simplesmente desgosto porque não tenho nenhum motivo para gostar. Se penso no Mel Gibson e na Nicole Kidman, até passo a ter motivinhos para cultivar um certo horrorzinho. E pá, eles comem canguru.

E, please, não leve minhas opiniões para o lado pessoal. Tenho uma penca de amigos australianos por aqui que acham São Paulo um saco e foda-se, eles tem todo o direito de ter uma opinião diferente da minha. E no fim do dia saímos todos para comer carne e beber cerveja, porque, afinal, gosto é que nem cu e não temos idade ou fibra para nos aborrecer com fanfreluches ou rabugices.

Tá certo que eles não curtem muito quando eu torço pra qualquer time de cricket que não seja a Austrália...

6. Outro dia estava assistindo ao National Geographic Channel e vi uma chamada de um programa sobre a praia de Bondi, lá em down under. Diziam ser a praia mais famosa do mundo. Huahuahua. Oi?

Digam-me... Quando vocês pensam em praia, o que vem a nossa cabeça? Rio, Punta, Koh Phi Phi, Santorini, California, Costa Amalfitana, Maldivas, Ilhas Maurício, Ibiza, Acapulco, Caribe, Islas Margaritas, you name it.

Se me responder "Santos" ou "Matinhos", aí sim vou entender caso você bata o pé e diga que Bondi Beach é A praia.

7. Não entendo australiano. E fico em tons de areia quando vejo como alguns deles não se fazem entender comendo vogais e consoantes, especialmente quando querem beber uma "coh". Levei horas para entender que "coh" era "Coke". Á, vácagá!

8. Se entrar no rio, tem crocodilo. Na praia, tubarão e água viva. Em terra, os piores e mais feios insetos do mundo. Socorro!

...

Prefiro assistir "Slumdog Millionaire". Mas entendo caso você não goste. Afinal a Índia tem o maldito sistema de castas, é um país cheio de miseráveis, entrou na moda com a nova novela da Glória Perez, enche o saco do Paquistão e pá. Bem. Eu ADORO a Índia e estou contando os dias para assistir ao filme.

E pelamor de Ganesh, que eu não seja mandada para a Austrália nessa reserva. Prefiro um layover em Calcutá. Abar Ashben!

arre égua

Sabem uma coisinha que me dá preguiça? Brasileiro que se acha O britânico quando fala inglês. Que solta "Aion Maiden" (Iron Maiden) sem R - mas quando tem que falar checked, faz questããão de pronunciar o ED. CheckED. Huahuahua. Então tá, então.

Pelamor, bicharada, baixem a bola. Aqui todo mundo aprendeu inglês como segundo idioma. Ninguém é obrigado a não mexer o lábio superior pra bancar a fina. Nenhum de vocês (e eu muito menos) tem sotaque de algo além de rapazes latino americanos. Ninguém mesmo. Nem as bees mais finas que conheço.

E please, parem de virar os olhinhos com minha pronúncia estadunidense misturada com jequice canadense. Eu falo "aboot" ao invés de "about" e solto "eh" para tudo. Porque aprendi assim. E sabe o que mais? Meu idioma pátrio é português, logo, não sou obrigada.

Eita pagação de pau, meo!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Inglês para comissários daquela certa companhia aérea...

Huahua, Mara: manda bem no Pink and Blue Freedom, plis!



Leidis and jentelman, uí ar nau arraiving at de Guarulhos Internéxional Érrport.

Obrigada, Celso Dossi, por mais uma graça alcançada.

blah! Peitiquinha, resfriado e elucubrações sobre meus programas de milhagem e férias com a minha mãe.

Sorry, meninas. Quando postei o comentário do Sig não quis desmerecer ninguém. Deixem minha opinião de lado, estou envelhencendo e pertenço a categoria de pessoas rabugentas, meio Dr. House. Postei essa passagem porque (1) acho o Sig FODA e (2) porque concordo em grande parte.

No mais, estou com um resfriado que me pegou de jeito. Estou em casa e não aguento mais. Estou até com vontade de trabalhar, oh please, me dêem uma boa dose de paracetamol porque isso não é normal.

Aproveito o tempo livre para planejar o gasto das milhas da TAM. Minha mãe vai de business pela TAM e eu, vou de econômica pela LAN. Tenho a impressão que vou me dar melhor, huahua. Mas rezo para que a TAM tenha um codeshare (acho que tem) com a LAN, assim voaremos no mesmo aparelho. Sem falar que a econômica da LAN apavora até a primeira classe da TAM (se é que a TAM tem primeira classe, cof cof cof).

Sou uma verdadeira polígama em se tratando de companhias aéreas. Tenho milhas com a LAN, Varig, Turkish Airlines, Pakistan International Airlines, Emirates Airlines, Air Blue (uma paquistanesa low cost), Air France e KLM. Minha carteirinha de cartões parece um mostruário e nunca tenho milhas suficientes para ir do nada a porra nenhuma.

E sim, lá vou eu para o Peru com a minha mãe. Ela me perguntou para onde iríamos durante a semana santa. Descartamos a Europa porque, que saco, ver Paris ou Barcelona ou Roma de novo... Não estamos a fim. Cogitamos a Grécia, mas ninguém merece férias em euros em tempos de crise - e o país do Zorba é caro bacarai.

Estados Unidos nem f..., já que meu visto de turista expirou e prefiro gastar minha energia com a minha habilitação em Dubai. Sem falar que dívida em dólar no cartão de crédito ninguém quer. Canadá, hm, é quase a mesma coisa. Mas a moeda é um pouco mais desvalorizada e o visto é um pouco mais fácil. E pá, blame Canada.

Queimei alguns neurônios pensando em me mandar pro Sri Lanka com minha genitora e mamar gostoso nos benefícios de passagens aéreas super baratas que gozo (e na economia de merda do país que me permite pagar um 5 estrelas gostoso - ah, também tenho desconto). Mas as milhas permaneceriam intocadas e expirariam. Logo, deixa essa parte do mundo com conexão pra Dubai para depois. Sem falar que o Chiquinho deve ter morrido (Chiquinho é o escorpião que vive no bolso do meu respectivo) e recebi uma proposta de passar uns dias no Sri Lanka com o mesmo, mas, sei lá, nem boto fé porque nessa altura do campeonato não sou obrigada.

Pensei no atual paraíso da classe média brasileira: África do Sul. O Rand (moeda local) está super em baixa e dizem que a Cidade do Cabo é linda. Mas sei lá se a TAM tem parceria com a South African e, bem, a SAA me dá coisas. Sem falar que é longe bacarai e não temos lá muito tempo (e eu teria que voltar pra Dubai para voar pra Joanesburgo). Mas não deixa de ser uma possibilidade, até porque os hotéis onde tenho desconto são bem joínha.

Optamos, então, em viajarmos confortavelmente pela boa e velha América Latina. Colômbia, Venezuela, Suriname? Não. Argentina, Chile, Guiana? Tampouco.

Vamos pro Peru. É bão, bunitcho e BARATO. Dessa vez vamos ao Titicaca baleiar um pouco. Se der, esticamos para Arequipa ou cruzamos até Copacabana, ali na Bolívia. Porque eu estou com lombriga de cenário andino, ceviche e tamales. E quero comprar uma bandeira de Cuzco para as calega aqui em Dubai, hehe.

Isso se não esticarmos para o Equador. Mas só se tiver show da Banda Deseo. Aí sim!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Adoro!

"Hoje tenho mais preocupações, responsabilidades. Não posso ficar na noite, tendo que acordar às 7h da manhã no dia seguinte. As pessoas mais adequadas não estão na noite. Você não conhece uma mulher elegantérrima numa boate às 4h da manhã."

Sig Bergamin para Isto É Gente. A entrevista inteira está aqui. Te amo, Sig.

ah, porra!

Iron Maiden vai tocar por aqui dia 13. E eu de reserva. Bora pra uma macumbinha nervosa para que eu esteja com day off para ver meus roqueiros idosos favoritos?



Madonna meu cu. Ando macha.

lombadas de Dubai

Quando digo que o povo pira na direção por aqui, muita gente duvida. Com tantos motoristas de taxi importados de Peshawar e emiratis locais (ambos não conheciam a tal LOMBADA antes de toparem com elas após elevadas taxas de acidentes), olha só o merdão:




Kkkk, eu-eu-eu, o Gallardo se f*deu!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

despertencimento.

Tento falar bem dos Emirados Árabes. Procrastino minha participação em dois blogs tentando encontrar maravilhas da terra do Burj al Arab e das ilhas artificiais. Não gosto de cuspir no prato que como, logo, por muitas vezes me calo. Tento me focar nas compras, nas liquidações da Donna Karan e motivos outros assim tão fúteis que me contentam.

Mas lembro que estou sozinha, longe de casa, longe da minha mãe e dos meus cachorros e dos meus amigos. Escolha temporária e feliz, afinal, duvido que alguém terá uma estadia perene aqui nos Emirados. E, porra, viajo de graça e me hospedo em 5 estrelas. Coisa que gente com peitica se esquece (ou finje) quando me chama de bandejeira. É, fia...

Gosto muito do que faço embora tenha que finjir ser alguém que não sou. São ossos do ofício, je sais, e em qualquer profissão temos que nos cobrir sob uma máscara mais simpática, mais tolerante e, quiçá, energética.

A gente tenta, porra!

Tento isso em mente, ontem fui a maldita Zinc - terra santa de comissários de bordo da empresa onde trabalho. Essa foi a segunda vez e confesso que fui a força (ok, porque queria muito rever meus queridos amigos Kalil e Rod, e ainda reencontrei a queridíssima Mari - o que fez o meu esforço valer a pena). Mas inspirei, expirei e pensei "porque não, afinal, aqui é tudo puta e viado mesmo".

Tentei ser legal, menos esnobe e até coloquei um vestido. Com muita manga, muito pano, afinal, estou em um país muçulmano.

Tenho um certo preconceito com boates e clubes noturnos. Você tira a racha da The Week mas a The Week não sai da racha e, sorry periferia, não tolero um lugar com tanta modinha sista, argolão na orelha, cabelos alisados, tênis de corrida + camisetinha Diesel. Diria que ali todos seriam isentos no imposto de renda mas, bah, não pagamos impostos nos Emirados - logo, esse meu critério levemente elitista não se aplica.

Confesso, também, que muito me apetece uma seleção de músicas dos anos 80 - embora isso seja so last week. Logo, topei a indiada.

Fiquei feliz com o carinho dos amigos. Isso é priceless. Mas ganhei uma queimadura de cigarro (segundo grau já que tenho uma linda bolha) de uma guria, isso não foi nada legal. Como dizia minha avó e eterna musa Diva Giannini: o preço da beleza é alto. Não vou me vestir do manto da hipocrisia e da falsa humildade em não reconhecer meu rostinho bonito, afinal, ainda sou, além de tudo, pragmática e um tanto realista.

Também não me sinto bem em lugares onde alguém levanta a saia da guria e ela empina mais a bunda. Ok, putaria existe em qualquer canto do planeta. Mas em um destino que é tão transitório, digamos, a promiscuidade acentua-se.

Acho que isso foi uma bela lição. Porque sempre me forcei a experimentar. Maldita curiosidade geminiana. Quando sinto minha dignidade ferida acabo embucetando e meu humor fica uma merda.

Agora repito a moi même 1001 vezes: bem feito, Bubu. No teu cu, não, urubu!

domingo, 25 de janeiro de 2009

meu poodle foi a feira.

E minha mãe contou, via MSN, sobre o furdúncio.

Bubu Mother says:
hj ele (Tony) foi à feira comigo - aliás, os tres - e foi a maior festa

Bubu Mother says:
mas sempre tem uma velha rabugenta!

Bubu Mother says:
falou: hum, cachorro na feira

Bubu Mother says:
eu falei: hum, velha na feira!


Kkkkkk. É. O fruto não caiu longe da árvore. Minha mãe é foda.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dubai Nights: Balcony

Quem mora fora da cidade ou país natal sabe bem como é lento o processo de adaptação. Eu mesma odeio a vida noturna dubaiana quando estava acostumada com as pessoas bonitas e bizarrices que coloriam a noite paulistana entre a The Week até a Loca.

Odeio muito a Zinc, aqui em Dubai. Uma balada cheia de comissários da Emirates com muita mina puta, libanês de peito inflado e uma catrefa indescritível.

Mas ontem conheci a "Balcony", um inferninho localizado no último piso do hotel Ramee International (o mesmo que vendi para minha amiga e correspondente em Lahore, a Eve).

Vamos começar com decoração fosforescente nas paredes do recinto: alguns stencil de uma catedral de São Petersburgo, um Michael Jackson, um Kremlim. Tudo em rosa-choque, amarelo, azul e verde limão. Com a luz negra, brilhava.

No palco duas dançarinas em vestes de lantejoulas e bota de couro. A mesma coreografia para qualquer música. Fosse ela árabe, uzbeque ou russa. Apenas sucessos desse eixo.

As cantoras eram três, todas enfiadas em um vestido de camurça vermelho e botas de couro até o joelho. Coisa fina. O DJ usava camisa. Tinha cabelo comprido preso em rabo de cavalo e usava óculos escuro. Juro que vi uma caneta no bolso. Das Olimpíadas de Matemática para o palco da Balcony.

Havia um outro cantor com olhos bem separados, também. Mandou a música 'Aysha' em árabe, uzbeque e francês enquanto um senhor árabe negociava um programa com uma russa ao nosso lado. Caguei de rir.

Quem não tem Loca se vira com Balcony. Em nível de bizarrice isso aí levou nota 10. Já sei onde vou celebrar meu níver, huahuahua.

E deixo aqui a seleção das músicas que consegui identificar. Só xuxexo.



Najwa Karam - Aa3shiga



Pascale Maashalani - Nour el Shams



Cheb Khaled - Aysha


Feira de Acari (é, um grupo de russas entrou com calça de cagar em pé de mano rapper e pompoms, foi muito surreal). Não achei o clipe, então peguei esse vídeo. Era o menos pior entre as colagens de mulher pelada e pobre tomando banho de mangueira.

Voltarei SEMPRE.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Bom dia, Moscou.

Minha viagem a Moscou começou com um atraso de 30 minutos causado pela névoa do aeroporto. Nosso vôo decolou com menos de 20 passageiros na econômica - ninguém gosta de voar no ano novo. O vôo foi excelente e, entre os pouquíssimos passageiros a bordo tive o prazer de conhecer um casal de brasileiros e me diverti esclarecendo as dúvidas (e perguntas bizarras) durante o restante do vôo.

Nossa dor de cabeça começou com a burocracia russa. Lá no aeroporto resolveram encrencar com a chefe de cabine uzbeque. Não entendi o motivo até agora, mas nos seguraram por duas horas para decidir se a liberariam ou não. Justamente a pessoa mais querida do vôo (e olha que toda a tripulação é excelente) acabou ficando para trás: foi deportada para Dubai.

Climão. Estamos com uma tripulante a menos e justamente a ÚNICA que fala russo. O que tornaria o vôo inviável legalmente falando, mas, enfim. Vejamos se nos enviam uma nova "russa".

Saímos do aeroporto depois das cinco da tarde e ainda encaramos uma hora de trânsito. Meu coração pulava pensando na Praça Vermelha, no Kremlin, no Khriusha (um porquinho russo falante que já apareceu no Muppets Show). Ao chegar no hotel só queria subir ao quarto, tomar um banho longo, vestir algo bem quentinho e sair com a tailandesa e o romeno para nos divertimos nos pontos turísticos da cidade.

O que NÃO aconteceu. Porque o hotel estava cheio e demoraram mais de UMA hora para encontrarem um quarto pra mim. E não estava a fim de discutir, afinal, eu já tenho um certo stress em ano novo (odeio virada) e não queria deixar a minha besta interior sair do corpo.

Uma colega búlgara desceu de banho tomado e viu alguns de nós ainda uniformizados e aguardando. Ela ficou puta e botou o pau na mesa. Pois eu estava me segurando para não me irritar mas acabei irritada. Porque outra tripulação checou no hotel em nossa frente e ainda não tínhamos quartos. Ligamos para o chefe de equipe. E tivemos que ouvir um "ai que merda, né, sinto muito pelas meninas que ainda estão esperando".

Quando o relógio bateu as oito e todas as caveiras saíram para comer biscoito, encontro o piloto. Que olhou pra mim e me perguntou porque eu ainda estava de uniforme. "Ah, sabe, eu não tenho roupa, moço, e gosto de desfilar com a roupa da empresa". Expliquei o fato esperando que ele me ajudasse, mas ele se juntou ao resto da tripulação já de banho tomado e continuei esperando.

Cheguei no meu quarto às 20h10. Ainda tive que entrar em uma guerra de facão para conseguir ligar a internet e encontrar um adaptador de pino inglês. Lógico que toda a minha vontade de sair se foi pelo ralo. Decidi comprar um Big Mac na esquina mas não encontrei nenhuma casa de câmbio aberta (óbvio) e não aceitam cartão no McDonalds daqui. Dólar tampouco.

Voltei para o hotel caminhando sob 15 graus negativos ainda suja e com fome. Encontrei uma colega tailandesa na recepção. Decidimos jantar no hotel, mesmo. Não contávamos com restaurantes fechados.

Insipirei. Expirei.

Fomos até o piano bar ver se conseguíamos ao menos um snack ou amendoim e encontramos a tripulação. Mas não estávamos na voglia de nos juntar a eles (muita gente e muito álcool dá merda). Por sorte encontramos outras 3 dissidentes: uma egípcia, uma filipina e uma indiana. Nos justamos e subimos ao quarto da egípcia. Tivemos que pedir room service.

Por sorte as gurias eram excelentes e avessas às putarias dos layovers. Comi um strogonof de verdadinha e assistimos a queima de fogos pela janela do quarto, jogamos conversa fora até o sono bater. O que não foi ruim, ao contrário. Quando você está longe de quem ama no primeiro dia do ano, jantar com pessoas queridas é uma opção mais razoável do que congelar lá fora para bater uma foto da catedral de St. Petesburg.

O sono chegou e pegou pesado: acordei agora, 9h30 am local. Preciso estar pronta às 12h30 para retornar a Dubai.

Bem, pelo menos sei que volto para cá ainda em janeiro e terei a chance de ver o que não vi. :(

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