sexta-feira, 1 de maio de 2009

sobre os porcos





Não me entendam mal. Não estou aqui fazendo a boa muçulmana ou a menina saudável. Mas eu os explico, agora, porque não gosto de carne de porco: Primeiro, vejam só essa foto. Ui, cuti-cuti. Segundo, acho o sabor forte e ODEIO. Terceiro... Trauma familiar.

Não vou citar o nome dos parentes, até porque eles me processariam. Eles fazem tudo por dinheiro, vocês não tem idéia. Mas é uma parte da família italiana, um povo bem cocozento que mora numa cidade ainda mais chorumenta em algum lugar do litoral sul de São Paulo.

Lembro das férias no litoral, tão gostosas... Mas que sempre terminavam com uma espichada a essa casa de família nessa cidade xexelenta muito próxima. E sempre rolava um leitão a pururuca em uma determinada época do ano. Lá iam os parentes até o açougue e traziam o bichinho inteiro pra casa. Ainda com dentinhos e olhos (que eram arrancados na cozinha da família). Um terror.

Uma das parentas, uma véia chata, passava o dia na cozinha maltratando o bichinho. E eu, lá fora, brincando com minha prima na bicicleta, ia até a cozinha para beber água constantemente e era obrigada a vislumbrar esse massacre da véia histérica. Ela então erguia a cabeça do cadáver do porquinho, fazia uma vozinha infantil e dizia que o porquinho estava sorrindo: "oi crianças, vejam meu sorriso colgate!".

Ah, sim. Estava sorrindo depois de morto e muito feliz por ser estripado, dezoiado, pururucado. Acho que anos de Clube do Bolinha, Domingão do Faustão e Raul Gil realmente derrete o cérebro das pessoas.

E quando o bichinho estava no ponto, a família se reunia na mesa e todos se estapeavam para ver quem comeria o rabinho crocante do bicho. Aí que o zio obeso fazia aquele resto mortal torrado sumir entre seus dentes enquando limpava os dedos engordurados na toalha florida.

Não vou divagar mais sobre a minha infância pois não pretendo fazer um remake de Amarcord. Mas tá aí, agora vocês sabem porque tenho HORROR a carne suína.

E também porque sou menina saudável e boa muçulmana, tá bowa?

11 comentários:

Rubens Oliveira disse...

Não sei do que tenho mais horror.

Se é do leitão a pururuca (Eca) ou da cidade xexelenta do litoral sul (meu chute é Praia Grande, acertei? hhehe)

Daniel disse...

visão do inferno essa cena.

Mel disse...

Nossa,que trauma essa sua tia Kari,eu me lembrei da minha infancia na casa da minha vo pq ela matava muitas galinhas e queria de toda maneira ensinar pra mim,uiiiiiiii,agora porcos eu nao me imagino comendo um estando viva.

Alexandre Lucas disse...

Sempre achei leitão assado excessivamente mórbido, também.

Renata disse...

Karina, sempre leio seu blog, mas nunca comento, blablabla. Uma vez vi um porco recém-abatido também numa cidadezinha do litoral de SP e aquilo acabou com meu dia. Detesto.

Mari Ceratti disse...

Putz, que experiência tétrica!

Ah, amei os posts do twitter. Obrigada por me fazer rir no plantão.

Fernanda disse...

A cidade é Suarão? rsrs

Ana Cristina disse...

Eu também não como porco. Simplesmente a carne não cai bem no meu estômago. O ruim é ter que explicar para os outros que não, não sou judia nem muçulmana..rs..É simplesmente uma questão de gosto.

Annah disse...

Tenho esse mesmo trauma com peixes, meu tio sempre foi cruel e implacável comigo por ser uma criança vegetariana por tanto estranha.

Bubuzinha tem selo pra ti no blog.
Acho que tu vai gosta.
Vê lá se tu gosta pega é seu.

Beijos ti cuida ;)

VALMIR ARLEI DOS SANTOS disse...

Turca voce é uma mulher inteligente,parabéns.É muito fudido ver alguem matar um porco.

Engraçadinha disse...

Bom... o q os olhos não vêem, o coração não sente.
É, tive q apelar pro São Cliché.

Bjs.

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