segunda-feira, 28 de junho de 2010

eu e o Chuck Norris, parte II

Bem, o post continua porque eu não contei a minha briga no IKEA. É, porque quando a última gota faz o copo transbordar eu tiro o Chuck Norris de dentro de mim.


Estava lá eu toda linda esperando minha vez para ser ajudada pelo funcionário do IKEA para pegar duas pequenas estantes de livros quando um indiano de meia idade (ou outro país do subcontinente, não me chamem de preconceituosa... um tiozinho com aquele fenótipo, bigodinho, camisa de manga curta com uma caneta no bolso enfiada na calça e uma papete, com certeza, não era um norueguês) enfia o carrinho na MINHA FRENTE (esse povo adora furar fila) e rouba o meu funcionário.

Mais uma vez fiquei khaki com a bestialidade dessa gente. Inspirei, expirei, contei até 30 e pensei em filhotinhos de poodle. Mas, porra, não consegui. Fui atrás dele e bati no ombro dele "excuse me????".

Ele balançou a cabecinha. Típico.

"You just cut the line. I was waiting here for 10 minutes!"

Ele balançou a cabecinha. Disse pro funcionário que estava esperando já um tempão para que ele me ajudasse a buscar as estantes. O funcionário em toda a sua passividade filipina não fez nada, só deu uma risadinha típica significando "não posso fazer nada, que merda".

Meo... Pelos poderes de Grayskull... EU VOU VIRAR A BIIIIIICHAAAAAA!!!!!

Bem, o inglês que estava atrás de mim também não curtiu a ousadia do golimar. Pois fomos nós dois (uma arruaceira brasileira e um hooligan) resolver aquela putaria no verbo. Dedos em riste, sermões, reclamações. Um balançava a cabecinha. O outro ria.

O tiozinho britânico finalmente disse que essa "lady" aqui (huahuahua, uma lady, mesmo, Lady Ana Karina das terras da Vila Nhocuné) estava esperando por um tempão e que era ridículo um homem furar fila e o funcionário não fazer nada.

Sabem o que o Bahuan respondeu? Que se eu quisesse tanto as estantes que eu pegasse sozinha. Porque o funcionário estava o ajudando a pegar uma mesinha.

Sabem o que a Lady Ana Karina respondeu?

"Essa mesinha não pesa nem um quilo e eu cheguei primeiro. Preciso da ajuda de um homem para coloca-las em meu carrinho."

Sabem o que esse dálit me solta em tom de deboche?

"Mulheres ocidentais sempre dizem que não precisam de homem."

E riu.

Meo. Meeeeeeeeeeeeo. Ele enfiou o dedo no cu do diabo. Só lembro dele rindo com a mão na pança de 8 meses de gravidez de gêmeos. Fechei a mão em forma de concha e coloquei na frente do meu rosto. Porque quando eu fico brava começo a chorar e não queria dar o gostinho. Mas ele percebeu e começou a rir mais.

Enquanto o inglês ficava bege com tanta grosseria, eu inspirei, expirei e disse baixinho:

"É por isso que o senhor é gordo, é feio, é brega e careca! Deus castiga! Olha pra mim... Deus me premiou!"

(estava linda de calça preta pantalona, casaquinho pretinho justo, meus maravilhoooosos óculos Givenchy no alto da cabeça e uma make up basiquinha que deixou meus olhos LINDOS, LIIIINDOOOOSSSSSS, meu relógio CK dourado que berra "rykah, rykah" - Má, obrigada - e uma bolsa azul turquesa e dourada ma-ra-vi-lho-saaaaa)

E caminhei. Porque nunca pensei que um ser humano (quá, aquilo era um animal de teta, e de tetas grandes e flácidas que tive o desprazer de notar pela camisa justa) pudesse descer tão baixo. Dei as costas porque sou brasileira e gosto de ter sempre a última palavra, hah. E porque estava correndo ao toilette porque precisava chorar de ódio. Me senti muito humilhada por aquela minhoca obesa.

Mas é aquela coisa... Deus castiga uns e dá coisas boas a quem merece. Como sou uma menina legal, boa filha, boa amiga, boa companheira, ajudo os animaizinhos... Camilla, você não sabe como aquela sua mensagem me fez bem. :) Aliás, quem tem os amigos que eu tenho não precisa de mais nada.

E pro Golimar, hm, espero que ele se lembre de mim quando a próxima hemorróida coincidir com o próximo desconforto anal causado por oxíuros - ainda hei de vê-lo coçando o frófis numa quininha de mesa do IKEA.

Vocês sabem, karma is a bitch. Meu Chuck Norris interior tem um je ne sais quoi de Beatrix Kiddo.

7 comentários:

Diógenes disse...

Pas. Sa. Do. :O

Lucas T. disse...

uhuhaauhauhauh Liiiiiiiibz! Chocado! Ri, me emocionei, quase um filme hahahhahaah.

Anyways, arrasou. Deve ser foda chorar na frente de estranhos toda vez q fica P. da vida. Me compadeço.

E continue batendo o picumã lindo e sedoso nessa gente careta e covarde, como diria Cazuza.

Fernando disse...

Lady Ana Karina. Você tem o dom. De tornar o meu dia bosta thousand times better com as tuas histórias. Muito muito obrigado.

teste disse...

Cara, nego diz que é preconceito e tal... mas pelamordeDeus!!! os caras não fazem nada, NADA, N-A-D-A pra mudarem o rótulo!! Moro no Canadá e tenho uma amiga que comprou um apê novitcho mas que infelizmente dá de fundos pra um condo indo-paki-sei-lá-o-que... além de feder horrores, as varandas são repletas de quinquilharias e eles penduram roupas numa corda que vai até o poste mais próximo!! tem noçao??
Taqueospariu!
beijosss

Patricia disse...

A.DO.RO... rsrsrsrssrsrsrs

Marina disse...

Lindo, você não desceu do salto! Mas que ele merecia levar na cara... Ah, merecia!

Mel disse...

Olha,nem te interessaria eu te contar meu dia de hoje,que foi aquele do Cao mesmo,coisas inacreditaveis de ruim aconteceram hoje comigo,mas vc me fez esquecer tudo e chorar de tanto rir,desculpe Kari,mas seu post apesar de tragico foi comico demais,adoooooro entrar aqui e ler suas aventuras divertidas,vc eh tudo de bom,o indiano que se foda gostoso,ridiculo fedorento.
Poderosa.

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