quarta-feira, 30 de junho de 2010

um dia de odinho

Meu, vou postar aqui porque tive até taquicardia. BEGE com o que me aconteceu. Estava eu comprando um cesto de roupas sujas novo no Home Centre quando me confundi ao entregar o cartão de crédito - como o ATM engoliu meu cartão de crédito porque tenho mania de enfiar o cartão errado, o banco me mandou um cartão novo. Na verdade me mandou dois, um errado e outro não-errado. Por mocoronguice ou distração deixei os dois na minha carteira. Resultado: entreguei o cartão que não deveria. Ou seja, deu card retained.


Não entendi o inglês da atendente de caixa e pedi para ver o cartão. Queria ver se era o novo. Porque se fosse o novo algo estava errado. Muito errado.

Pedi para ver o cartão e ela me disse "não". Achei que não tivesse entendido e pedi novamente e inclinei o corpo para ver se aquele era o cartão assinado ou não. Ela escondeu meu cartão e CHAMOU O SEGURANÇA.

Tipo... Oi?

Até cair minha ficha levei alguns segundos - e já tinha entregado o meu Visa, que aquela vagabunda já estava falando. Nisso ela disse que eu tentei tirar o cartão da mão dela (!!!). Virei para o consumidor que estava atrás de mim e perguntei "eu tentei tirar o cartão da mão dela?" e ele disse "não, absolutamente" na frente do segurança.

Aí minha ficha caiu. Eu estava sendo tratada como uma criminosa porque meu cartão deu "retained" sendo que, enquanto o burburinho ocorria, ela passava a compra no meu Visa.

O Visa foi aprovado. Silêncio.

Cara... Não sabia se chorava de ódio, se a matava, se chamava o gerente. Só sei que me deu uma taquicardia tão forte e um ódio tão terrível que eu baixei a cabeça e pensei.

1. Não ia dar o gostinho de chorar na frente daquela desqualificada, embora sentisse minha maçã do rosto já se repuxando. Nunca me senti tão humilhada!

2. Não quero ser presa por matar ninguém. Se, um dia, for presa... Que seja por algo que tenha valido a pena, tal como exposição indecente ou algazarra no aeroporto de Tel Aviv.

3. Se eu chamasse o gerente, ela seria demitida. Tipo, I'm a bitch mas nem tanto. Sei que ela deve ter 4 filhos em Manila pra alimentar e, no final do dia, não quero ser responsável pela miséria de ninguém.

Mas deixei bem claro que não gostei como ela me tratou. Fiz discurso, sim. E só parei quando ela ficou vermelha, baixou a cabeça e pediu desculpas.

Saí tão alucinada e com tanta vontade de matar alguém que voltei pra casa. Simplesmente não acredito que uma pessoa que trabalhe com público possa ter uma postura tão horrível. Já tem duas horas que isso se passou e ainda estou bem cagada de nervosa.

Enfim. Pelo menos comprei as flores pro aniversário da flatmate, vou fazer os cupcakes e o pavê. Amanhã vou pra Colombo ver meu cabeleireiro favorito, comer um cheesecake na Paradise Road e curtir essa ilhota que sempre me faz tão feliz.

E quanto a atendente do caixa... Bem, que ela tenha percebido a cagada que fez e que tenha um ataque de oxíuros carnívoros naquele fiofó dela (e vou saber porque um dia estarei naquela loja e hei de vê-la coçando o tobinha na quina da mesa).

Agora vou:

1. Cozinhar;
2. Tomar um copo de vinho;
3. Fumar 3 cigarros;
4. Ouvir Amado Batista;
5. Mimimi com o primeiro ser vivo que me der confiança no Skype ou MSN;
6. Arrumar a sala, faxina me acalma.

Grrrrrrr! Putaquepareeeeeo!!!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pitchulo do Mês



O pitchulo aí de cima é o Syed. Ele teve a ousadia de querer me adicionar no Facebook. Fiquei emocionada, sabe? Mas resisti a tentação para não pensar no pecado. E porque não adiciono quem não conheço - tenho mais de 300 amigos porque sou uma pessoa querida e amada, huahuahua. Mas quem quiser um amigo virtual paquistanês, me manda uma mensagem que passo o perfil do pitchulo.

Viram só como sou legal? Cuenda o chapeuzinho... Hahahaha, tô rindo 4 dias toda vez que logo meu Facebook.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Kimora who?

Tô vendo esse reality show "Kimora, Life on the Fab Lane" sobre o cotidiano de uma modelo chamada Kimora. Sabia não quem era a japa-china-filipina-sei-lá até wikipediar: uma modelo e diretora creativa daquela "grife" Baby Phat que só faz roupa vulgar pra menina que se acha sista do Bronx e ouve black music estilo menina mano - na boa, se o seu namorado não entrega s'fiha pro Habib's, não use essas roupas. Quem não conhece, sugiro uma visitinha ao site - coisas horrendas que Catherine Deneuve jamais usaria.


Mas o que eu gostei é que ela não tem medo de ser caphona e é mega bitch. Gosto de mulheres bitch - sou uma delas. Gosto de gente com excesso de auto-confiança. Além de me fazer rir pencas, sei que são essas pessoas que conseguem o que quer. Recomendo que assistam ao show, é hilário - para quem adorava o reality show da Nicole e da Paris, eu agarantio: vocês vão se divertir muito! Mas toda bitch um dia vai pagar pela bitchness. Kimora engordou e tem cabelo ruim (vi quando ela estava na piscina). E eu acabo de queimar meu cake wreck de chocolate. :(


eu e o Chuck Norris, parte II

Bem, o post continua porque eu não contei a minha briga no IKEA. É, porque quando a última gota faz o copo transbordar eu tiro o Chuck Norris de dentro de mim.


Estava lá eu toda linda esperando minha vez para ser ajudada pelo funcionário do IKEA para pegar duas pequenas estantes de livros quando um indiano de meia idade (ou outro país do subcontinente, não me chamem de preconceituosa... um tiozinho com aquele fenótipo, bigodinho, camisa de manga curta com uma caneta no bolso enfiada na calça e uma papete, com certeza, não era um norueguês) enfia o carrinho na MINHA FRENTE (esse povo adora furar fila) e rouba o meu funcionário.

Mais uma vez fiquei khaki com a bestialidade dessa gente. Inspirei, expirei, contei até 30 e pensei em filhotinhos de poodle. Mas, porra, não consegui. Fui atrás dele e bati no ombro dele "excuse me????".

Ele balançou a cabecinha. Típico.

"You just cut the line. I was waiting here for 10 minutes!"

Ele balançou a cabecinha. Disse pro funcionário que estava esperando já um tempão para que ele me ajudasse a buscar as estantes. O funcionário em toda a sua passividade filipina não fez nada, só deu uma risadinha típica significando "não posso fazer nada, que merda".

Meo... Pelos poderes de Grayskull... EU VOU VIRAR A BIIIIIICHAAAAAA!!!!!

Bem, o inglês que estava atrás de mim também não curtiu a ousadia do golimar. Pois fomos nós dois (uma arruaceira brasileira e um hooligan) resolver aquela putaria no verbo. Dedos em riste, sermões, reclamações. Um balançava a cabecinha. O outro ria.

O tiozinho britânico finalmente disse que essa "lady" aqui (huahuahua, uma lady, mesmo, Lady Ana Karina das terras da Vila Nhocuné) estava esperando por um tempão e que era ridículo um homem furar fila e o funcionário não fazer nada.

Sabem o que o Bahuan respondeu? Que se eu quisesse tanto as estantes que eu pegasse sozinha. Porque o funcionário estava o ajudando a pegar uma mesinha.

Sabem o que a Lady Ana Karina respondeu?

"Essa mesinha não pesa nem um quilo e eu cheguei primeiro. Preciso da ajuda de um homem para coloca-las em meu carrinho."

Sabem o que esse dálit me solta em tom de deboche?

"Mulheres ocidentais sempre dizem que não precisam de homem."

E riu.

Meo. Meeeeeeeeeeeeo. Ele enfiou o dedo no cu do diabo. Só lembro dele rindo com a mão na pança de 8 meses de gravidez de gêmeos. Fechei a mão em forma de concha e coloquei na frente do meu rosto. Porque quando eu fico brava começo a chorar e não queria dar o gostinho. Mas ele percebeu e começou a rir mais.

Enquanto o inglês ficava bege com tanta grosseria, eu inspirei, expirei e disse baixinho:

"É por isso que o senhor é gordo, é feio, é brega e careca! Deus castiga! Olha pra mim... Deus me premiou!"

(estava linda de calça preta pantalona, casaquinho pretinho justo, meus maravilhoooosos óculos Givenchy no alto da cabeça e uma make up basiquinha que deixou meus olhos LINDOS, LIIIINDOOOOSSSSSS, meu relógio CK dourado que berra "rykah, rykah" - Má, obrigada - e uma bolsa azul turquesa e dourada ma-ra-vi-lho-saaaaa)

E caminhei. Porque nunca pensei que um ser humano (quá, aquilo era um animal de teta, e de tetas grandes e flácidas que tive o desprazer de notar pela camisa justa) pudesse descer tão baixo. Dei as costas porque sou brasileira e gosto de ter sempre a última palavra, hah. E porque estava correndo ao toilette porque precisava chorar de ódio. Me senti muito humilhada por aquela minhoca obesa.

Mas é aquela coisa... Deus castiga uns e dá coisas boas a quem merece. Como sou uma menina legal, boa filha, boa amiga, boa companheira, ajudo os animaizinhos... Camilla, você não sabe como aquela sua mensagem me fez bem. :) Aliás, quem tem os amigos que eu tenho não precisa de mais nada.

E pro Golimar, hm, espero que ele se lembre de mim quando a próxima hemorróida coincidir com o próximo desconforto anal causado por oxíuros - ainda hei de vê-lo coçando o frófis numa quininha de mesa do IKEA.

Vocês sabem, karma is a bitch. Meu Chuck Norris interior tem um je ne sais quoi de Beatrix Kiddo.

música da copa - para quem ainda não viu...

Tão bonitinha a músiquinha da Copa com a libanesa Nancy Ajram. Adorei, acho-a muito fofa - apesar das bochechas de mamão macho, do Fofão e da Fofão.


Não páro de cantar, aqui. Shagga ba'alamak dah, ba'alamak da, ba'alamak da, ba'alamak da, ba'alamak da!!!

(e vamos combinar que o árabe mais bonito é o libanês, não?)

eu e o Chuck Norris

Aê, quer se irritar pa carai em Dubai numa sexta-feira ou sábado? Saia de casa. Saia de casa e vá a um shopping. Pois...


Estava eu deprimida curtindo minha TPM prolongada (obrigada, Yasmin, por bagunçar meus hormônios) enquanto a minha Menstruação Buarque de Hollanda - o Chico - não vem. O salário caiu e decidi sair de casa para comprar coisas pra casa (o que sempre faço quando estou de bode e, oba oba, Summer Sales em Dubai, tudo com até 70% a menos!!!), já que sempre me sinto obesa e não quero nem experimentar roupas.

Primeiro fui a Daiso, uma lojinha de cacarecada japonesa daquelas "tudo por 100 ienes". Só que aqui é tudo por 6 Dirhams, um roubo, já que 100 ienes daria uns 3 durrões e alguns quebraditchos. Mas é o que temos pra hoje.

Estava escolhendo qual tigelinha miguxa eu compraria para colocar petisquinhos quando uma senhorinha indiana atrás de mim soltou um sonoro arroto.

É, galera. Arroto. Tipo... BUUUUURP.

Fiquei bege, khaki (gosto de escrever assim porque a palavra vem do persa e significa "sujo de areia" então, antes de me corrigir, vá tomar no... vixe, TPM batendo merrrmo). Virei os olhos e fiz minha cara de nojinho típica: aquela puxadinha de boca e o olhar de Paola Bracho ao melhor estilo "te desprezo".

Pelas roupas e pelo acessórios vi que a família era daquelas de casta alta que bate em dalit e cheia da grana - mas bem miserável para comprar cortina na loja de 6 durrões (típico, típico). O pai tinha um celular Vertu, oeeee?

Isso me deu mais odinho e me deixou bem mais cagada de nervosinha. Porque a inveja me corrói huahuahua e eu que esse mês queria tanto ter trocado meu Blackberry Curve por um Bold terei que esperar o mês que vem. Tô lá comprando tigelinhas miguxas de porcelana pra minha festinha de niver com a flatmate e essa gente encardida miserável andando de celular que custa mais que um carro eruptando atrás de moi. Grrrrr!

Bem. Não contente a velhinha solta um arroto ainda maior quando está ao meu lado na seção de utensílios de confeitaria. Tipo... Senti o cheiro do chana massala que essa leitoa comeu no café da manhã enquanto escolhinha forminhas de papel com bichinhos para os meus lindos cupcakes. Porque ela estava com o rosto praticamente na minha cara enquanto abaixávamos para pegar esses papéis de docinhos. Lógico que ela fez de propósito.

1, 2, 3, 4... 5, 6, 7, 8, 9... 10, 11, 12, 13...

"Meo, a senhora é uma puta véia porca, meeeeo" - foi que disse. Em português, porque não sou idiota. E com todo o meu sotaque paulistano que tenho direito. E se fosse de Goa? Bem, foda-se, puta velha porca, meo. Se a cultura dela diz que arrotar é bonito, foda-se, que não faça isso na minha cara.

Nunca mais vou comer chana massala. Aliás, nunca comi.

Hehehehe. Aí minha amiga Camilla me perguntou: e se a velhinha não fosse indiana, mas uma Emirati ?

Pausa para explicação: o gentílico para as pessoas nascidas nos Emirados Árabes Unidos, segundo o manual de redação da Folha de S. Paulo, seria apenas "árabe". Isso segundo o manual antigo porque o Rogério ainda não me mandou o novo que prometeu (hehehe). Logo, vou me referir sempre aos nativos dos E.A.U. como "emiratis", já que "árabe" é um conceito muito amplo.

Voltando ao post... Aí minha amiga Camilla me perguntou: e se a velhinha não fosse indiana, mas uma Emirati ?

Hehehe, se fosse Emirati a gente bateria palma e diria "nossa, que lindo, me ensina?". Porque não somos idiotas e deportação, quem curte?

Porque aqui, se um local bate no seu carro... De quem é a culpa? SUA, sempre. Acho isso meio pau-no-cu, mas eu adoro meu estilo de vida. Então... Calemos a boca, não? ;)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Malásia, a verdadeira Ásia

Estou toda saltitante arrumando mala, bookando hotel, planejando aonde ir, depilando o bigode as pernas e youtubando a capital malaia quando acho esse video:


Pego a minha bolsa, rodo 3 vezes e solto na cabeça desse povo se até lá eu tiver que ouvir esse sotaquinho tototó. Tô indo pra ver Malaysia truly Asia, não Incredible India! Porra!

Tenho dito.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

resposta ao Rafik que odeia o Islam

Caro Rafik,

Acho valido que voce publique suas opinioes contra o Islam em seu blog. Cada um tem o direito de expressar-se como deseja. Mas vir ao meu blog para divulgar seu odio a religiao que eu amo, bem, se nao for um desejo extremo de achincalhar-me, nao sei o que foi. Na verdade acho esse tipo de atitude um tanto ridicula, coisa de pobre mesmo. Pois va panfletar sua causa em outro lugar. Respeite a fe alheia.

domingo, 6 de junho de 2010

que vontade de...

...dar uma surra de tamanquinho de madeira na testa desse animal. Que bosta e essa? Que portunhol e esse?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

animal

Por anos militei contra a tal "islamofobia" - o horror que muitos ocidentais nutrem contra o Islam. Mas cansei. Porque estou chegando aos trinta e a idade me faz concluir que não dá para corrigir certos preconceitos contando apenas com a boa intenção alheia. Logo me dou o direito a ter os meus próprios odinhos. Pois tenho uma coleção: gente burra, feia, petista, sionista, homofóbica e, sobretudo, crente. O que comentar sobre essa pessoa cover do animal dos Muppet Babies? Em entrevista, Marina disse não ser favorável ao casamento gay. O que não me surpreendeu, afinal, há tempos já sabia que a moça era frequentadora da Assembléia de Deus. Não voto em crente. E gente homofóbica não bota os pés na minha casa. Porque amo meus amigos, compro briga alheia e sou ciumenta. A única coisa que me chocou foi a surpresa de muitos blogueiros gays que fizeram Marina uma queridinha. Tipos... Oeeeee? Assembléia de Deus não gosta de bissinha, não. Don't be so naive, porra!


Mas isso é o que eu acho, apenas isso. Coisas de uma turca nariguda, PSDBista, geminiana e, se necessário, uma mujaheddin para causas muçulmanas.

Marina Silva... Vá dar meia hora de cu.

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