domingo, 28 de setembro de 2008

:(

Tive um mini incêndio aqui em minha cozinha. Estava fritando quibe (hehe) e, de repente, a panela começou a pegar fogo. o_O Alguém me explica isso, please.

Acho que a bucetuda da panela que comprei no IKEA era realmente barata demais. Resultado: o fogão não liga. Lá vou eu ligar para a manutenção e me enfiar em mais uma guerra de facão, já que é necessário brigar para conseguir qualquer coisa em Dubai.

Assustador foi presenciar uma labareda a poucos centímetros de meu rosto e minhas mãos. Optei pelo cobertor de segurança que temos aqui para acabar com o fogo por abafamento e fiquei de stand by com o Hallon. Coisas que aprendemos quando aeromoçamos.

:(

Que merda.

Vou ter que ligar no libanês para pedir a janta (ou almoço às 23h30, já que acordei às 18h30 após retornar de Paris). Só porque comprei tudo para preparar pullao rice e dhal, amanhã.

E como sou gorda e não desisto nunca, fui checar se os quibes, pelo menos, estavam prontos dentro da frigideira tostada. Estão sim. E estão deliciosos.

zente

O prefeito de uma capital indiana voou comigo e era um gato! O pior flertada do mundo é descobrir que a pessoa é VIP, huahuahua. Me sinto tipo "não vou porque não tenho roupa".

E na volta tinha um indiano que era o Lawrence Llewelyn-Bowen masala. Xônei.

Sei que vocês devem estar lendo esse post assim: o_O...

Mas, como diria Lynette, minha favorita dona-de-casa desesperada: quando você está casada, flertar é sua única opção. Que mal faz eu não sei. Só sei que faz um beeem pro ego. Para a pessoa flertante e para flertada. E nada más, nothing beyond, nunca trouxe um cartão ou bilhete para casa, ficam todos no lixo. Khallás, khallás.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Pequim para Índio Chiquinha

Estive em Pequim durante as Olimpíadas e fiquei doente paporra, como ja aqui postei. O que ainda não havia postado, ainda, foi meu programaço de cacique na famooosa Lao She Teahouse. Explico: dizem os guias de viagem que essa casa de chás é o must see de Pequim para quem gosta de ópera chinesa, acrobacias, chá, dança e tudo isso que a gente vê nesses filmes de chinês voador (Clã das Adagas Voadoras, The Curse of the Golden Tulip etc). Não preciso nem dizem que saí tinindo de alegria do hotel com meu bilhete na primeira fileira para ver tudo o que a turca gosta.


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Cheguei toda serelepe no estabelecimento e fui recebida por um homem vestido de Chou 丑 (o personagem que dá o tom cômico para a ópera chinesa). Nem preciso dizer que fugi da criatura. Tipos, odeio interação espetáculo-público.

Lembro de uma vez, no início dos anos 80, vovô (que trabalhava no gabinete do prefeito e era miguxo do Jânio) conseguiu um ingresso mega VIP para o Circo de Moscou. Na época esse circo era tipo a área VIP da The Week da criançada. Só as bunitahns. Depois de tanto sangue e suor e lágrimas, estávamos na primeira fila e um palhaço quis interagir comigo. Fiz aqueeeele escândalo, aquela choradeira que só a turca sabe fazer. Foi uma comoção, super climão e tive que ser offloaded do espetáculo. Huahuahua. Odeio palhaços, porra. E mágicos. E chimpanzés que andam de bicicleta no picadeiro. Odeio chimpanzés, period.
Voltando ao assunto...

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Desculpem-me pela foto tremida. Tenho muita preguiça de carregar o tripé da minha câmera worldwide. Mas essas neusas estavam tocando chá. Explico. Vejam a neusa da esquerda. Ela estava usando potinhos de chá para produzir sons. Nem ficou tosco, ao contrário, o som era muito bonito. Chinês sabe fazer as coisas. Ninguém diz que a sua Luis Vuitton é de Shanghai, né. Fo-da.

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No primeiro andar do estabelecimento há uma exposição de bonecos (e uma lojinha, lógico). Achei bem pândego, adorei, queria levar todos. Mas os preços eram bem proibitivos (tipo 10 mil dólares, a chinesada viajou gostoso na primeira classe da Maionese Airlines). Mas hiperventilei quando vi isso aqui:


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Não sei explicar. Acho que na vida passada fui uma neusa porque pago um pau-Brasil pra cultura desse povo (até espetinho de escorpião eu como!). E hiperventilei quando vi esse boneco. Porque sou tarada por ópera chinesa, especialmente pela imagem das Dan 旦, especialmente pelas wudan (personagens femininos que lutam bacarai). Mas never que iria desembolsar 18 mil dólares nesse boneco. Com esse dinheiro compro um carro e ainda me sobra troco pra comprar um refresco.
Então subi para o primeiro andar da casa de espetáculos...

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Uhu, primeira fileira. Mal sentei e já me trouxeram as guloseimas:


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Um potinho de chá de jasmim sem açúcar. Meio foda tomar chá de jasmim sem açúcar nenhum. Sou muito inguinoranti e gosto mesmo é de chá preto com leite e muito açúcar (pakistani me). Ou chazinho de camomila com muito açúcar. Ou chá de limão com mel. Enfim, adoro chás desde que sejam melados e nada amargos.
Aquelas frutinhas vermelhas eu não sabia o que era. Eram azedinhas de uma forma não muito, er, confortável. Espero que fossem frutinhas. Mas em se tratando de China, vá saber (e não lim de lato aglidoce ou essas esquisitices do Wangfujing Market). Os pistaches eram pistaches, uai. O doce que parece sushi era feito de feijão, os outros também. Mas com a fome que eu estava, adorei. E o doce dentro do pacotinho era alguma cereja (ou parente das berries) coberto com uma calda açúcar bem dura que desisti de quebrar pelo amor aos meus dentes.


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foto do recinto ainda vazio...
E eu que toda feliz estava porque assistiria ao espetáculo na primeira fila, muito puta fiquei quando meus companheiros de mesa chegaram. Praticamente a família triceratops. Bloqueavam minha visão lateral. Grrr. E um dos chineses nem pra esperar o lanche chegar e tascou a mão nos meus pistaches. Vá se foder esse comunismo. Sou capitalista, de direita, libanesa e arretada. Não gostei nada dessa demonstração socialista. Não nos meus pistaches. Mão chinesa no pistache dos outros é refresco.


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O espetáculo começou com a casa cheia. O primeiro número: cantoras chinesas que cantam e tocam com velas na boca. WTF? Conheci um tiozinho que tocava tambor com o pé, sanfona com as mãos e gaita lá na Praça da República. Era a cara do Alceu Valença.


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Aí chegam as chinesas de borracha e começam a se contorcer e equilibrar coisas na testa, boca, enfim, onde der. Então parei de tirar fotos porque um chinês chegou no meu cangote e disse: NO PICTULOS. Tá bom, então.

A noite seguiu com um número de mágicas daquelas bem mixurucas de buffet infantil: enrolar uma argola na outra, colocar fogo na panela, fechar, abrir novamente e jogar papel picado na galera, a carta que some atrás dos dedos e zzzzz... Então o mágico pede a participação do público (e eu quase me escondendo sob a mesa, mas nem precisei, afinal, a família triceratops me deixava invisível) e, lógico, quem sobe é o turista americano gordinho que precisa de atenção. Queria sair correndo do lugar, mas tinha me custado uma grana boa e estava esperando pela ópera.

O ballet chinês era bem bonito. Foi um dos poucos números que gostei (na verdade só gostei desse e da micro-ópera). Quem não se lembra de Zhang Yiyi em Clã das Adagas Voadoras?



Chupinhei a tradução do blog da Sarah:
Uma beleza rara do norte
Ela é dama mais bela da Terra
Um olhar seu, a cidade treme
Um segundo olhar, deixa a nação em ruínas
Nunca houve em cidade ou nação
Uma beleza tão venerada
Ainda tive que aguentar um chinês que equilibrava uns cachepots enormes na testa...

Enfim, a ópera... Não durou 15 minutos e fiquei com sensação de quero-mais. Uma microinterpretação do "Bracelete de Jade" (onde a mocinha finge perder seu bracelete como pretexto para conseguir a atenção e o amor de um jovem comerciante) muito graciosa e divertida. Mas o ator que interpretava o mocinho era meio, hm, pós balzaco demais para convencer ser tão mocinho assim. Nada contra, mas ele estava tão caído que, com toda aquela maquiagem, parecia mais a Fofão (aquela drag cheia de silicone industrial que ronda a Rua Augusta e me faz cagar de medo).

Os números eram entrecortados pelo espetáculo do chá. Que era uma belasmerda duma chinesa enfiando uma flor de plástico (plástico, fucking plástico, 380 Yuen no bilhete pra ver for de plástico) num vaso, trocando água de copos com os dedinhos mindinhos levantados. Esperava algo um pouco mais elaborado, delicado, gracioso... Nem tão plastificado.

Conclusão: achei bem clichê. Mas se você gosta daqueles espetáculos de cruzeiro do Splendour of teh Seas, é bem capaz que se divirta um bocado. Sorry, mas sou muito blasé para espetáculos, circos, mágicos, Cirque du Soleil, essas coisas. A ópera chinesa que assisti em minha primeira viagem a Beijing era muito mais agradável, despretenciosa e me surpreendeu com uma cena de luta maravilhosa com acrobatas, espadas, figurinos esvoaçantes, mandarim cantado em agudos e tudo isso que a turca gosta.

Para quem quiser "se divertir a valer":
Lao She Teahouse
3 Qianmenxi Dajie
Beijing, 11 100051 China
+84 10 6303 6830
(fica perto da Qian An Men)

Eu adoro o terceiro o mundo!

Porque somos pobres, mas somos limpinhos. Porque somos do terceiro mundo mas nos divertimos horrores! :)


Juliet (Quênia), Maria (Paraguai), José (Brasil), Hetzel (Venezuela), libanesa (dã) e Siom (Etiópia).

Meu cu é despojado.

Deu no UOL Moda (onde mais?) que a Praça Benedito Calixto é para "despojados". Ok, isso eu já sabia. Todos os maconheiros e fãs das músicas dos festivais da minha sala na faculdade a-do-ra-vam as roupas de brechó desse lugar.

Particularmente acho a Benedito Calixto um erro. A famosa feira de antiguidades é, na verdade, uma coleção de velharias que ninguém mais quer. Feirinha de antiguidades mesmo era aquela do Iguatemi (não sei se continua boa, mas antigamente era chuchu beleza) ou os leilões que minha avó peruona, a saudosa dona Diva Giannini, frequentava.

E o povo é um cruz-em-credo com dor de barriga que me dá uma preguiça... Modernete de brechó. Aquelas meninas que vestem bermuda em cima de meia calça com camisa e boina e, no final, parece menino... Na minha casa isso se chama cafona, mas na Praça Benedito Calixto, isso é ser "despojado".

Achei a matéria tão infeliz que chegaram a fotografar uma bolsa Adidas de um estudante. Olha, até o porteiro do meu prédio aqui em Dubai tem uma bolsa Adidas. Ok que ele comprou no Karama (a nossa 25), mas o estilo é o mesmo e o Mahesh é um indiano cheio de garbo (huahuahua eu adoro, o único problema é o bigodinho de porteiro... mas como ele é porteiro...).

Se tem coisa que eu não suporto é roupa de brechó. Tipos nojinho de usar second hand clothes. Tipo... Sabe lá quem vestiu isso antes. Se tinha psoríase, coceira, micose, biru biru ou xanha.

Confesso que adoro usar terninho com calça jeans e sapatênis. Mas meu tênis não é conga (nem digo o que é para não ser sequestrada, huahua), meu terno não é de brechó. E o lenço no pescoço eu não achei numa banquinha da Teodoro (compro na Harvey Nichols, chora periferia).

O mais hype da galera é dizer que garimpou tal peça em uma "feirinha dessas na França". Ok. Eu não chocho esse lado esnobe porque sou o mesmíssimo porre, olha só meu Valentino que comprei em Roma. Mas fico impressionada como o povo vai pra gringa e traz coisa feia. Coisas iguaizinhas àquelas que você vê em feirinha hippie do Embu.

Mas o que mais me chamou a atenção foi ver que tem gente que ainda usa sandalinha Melissa com meia. Oh my God. That's so 1999!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

TPM

Tem dias que a TPM bate...



(I'm a dogs person anyway)

sábado, 20 de setembro de 2008

Suji Halva


E no oitavo dia criou a Suji Halva. Um doce indiano de semolina que comi ajoelhada rezando pra Allah, Yemanjá, Khrishna, Quetzalcoatl, Tutatis, you name it. Fiodaputa do marido me apresentou essa belezoca na primeira vez em que estive no Paquistão.


Pra quê?


Doce de semolina (cresci com vó italiana casada com libanês, logo, ela mandava ver no doce de semolina árabe) + nuts = meu Deusu!!! Muito bom!!!


Comprei um genérico no Carrefour: você tira o envelope da caixinha, joga na água fervente por 5 minutos e pá, tá pronto. Quando abri o pacotinho quase desmaiei de nojinho com aquela massaroca sólida bezuntada de ghee (manteiga clarificada) que saiu em um pedaço só. Mas comecei a esfarelar com o garfo e o cheirinho de semolina quentinha tomou conta do ar.


E na primeira garfada, péééim, lá estava eu no paraíso.


Fica quase igual ao que você compra na biboquinha do Jans lá em Peshawar. Eu digo quase porque a biboca do Jans é uma experiência adocicada sem-igual.


Pra quem quiser experimentar... Apele aos amigos que vivem na Índia, Emirados Árabes (10 reá e eu levo), Inglaterra, Estados Unidos ou qualquer lugar chei daquela gente do subcontinente.


Para comer assistindo ao clipe de "Tere Liye", tema do "Veer and Zara" (me caguei de chorar nesse filme).


Avaliação: 5 quibes (Mashallah!)
P.S.: Mais um post inspirado no blog do Clayton.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Disco, Ibiza

Porque hoje é sexta-feira!



Huh!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

eleições


Uma das coisas que mais me fazem falta aqui em Duh-bai é a TV aberta do Brasil. Estou perdendo propagandas políticas e isso me deixa com a bexiga. Adoro candidatos toscos, Levy Fidelix, Paulo Maluf, o democrata cristão e todos esses clássicos Disney da disputa eleitoral paulistana. Vou transferir meu título djá para poder votar na próxima. E só votar em presidente é muito chato. Pfff. Especialmente após ouvir o jingle da campanha do Sérgio Mallandro: http://www.sergiomallandro14800.can.br/ - vale a pena acessar. Ou não.

Eu tenho Blip!

Pronto, eu fiz. Quem tem? Me add:

http://blip.fm/libanesa

Achei música até do marido. E, lógico, já enchi de bosta. Huahuahua.

P.S.: Aliás, estou de luto. Richard Wright morreu no último dia 15 e não vi a notícia em nenhum lugar. Sim, estou falando do Richard Wright do Pink Floyd. :( Aposto que o Xanddy morresse, a notícia estaria em todos os sites de notícia. Ta certo que o Rick fez um álbum chato bacarai chamado "Broken China" que, quando comprei, quis jogar contra a parede. Mas, poxa. :(

elegante

O Deco me mandou essa música por e-mail. Achei phynno. Coisa que ele e minha mãe descobriram na Santa Ifigênia. Tá, vocês já devem estar carecas de ouvir. Infelizmente aqui na 25 de março local (o Karama) não tem disso. Não tem baiano, só indiano.

Mas achei esse videoclipe particularmente elegante. Parece com as coisas que eu faço no Paint. A Pixar morreria de inveja.

sábado, 13 de setembro de 2008

nine eleven

Mais um aniversário do onze de setembro se passou e o Dean Moriarty me enviou essa dica por comment (fonte: surra.org):


clique para ampliar porque nao sei fazer com que a imagem apareça gigantona aqui no post, duh!

Só comento uma coisa: tinha que ser a Pakistan Airlines. Huahuahuahuahua!
P.S.: estava voando Manchester > Dubai no 11 de setembro desse ano. Morrendo de medo de encontrar um Mohammed Atta na lista. Porque uma vez eu encontrei, huahuahua. Micaguei.
Pelo menos meu avião não foi sugado pelo LHC. Mais uma teoria da conspiração pro buraco.
E aí vamos ver se o mundo acaba em 2012, se o planeta Nibiru (Nabiru, esqueci o nome) vai passar pertinho da terra e deixar um monte de reptilianos pá cabá cum nóisi. Eu, pra variar, tô morrendo de medo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Manchester

Ai que nem sai do hotel. Tipos, preguica. Fiquei assistindo aos programas britanicos na TV. Adorei um tal de eggheads onde o povo tem que responder perguntas pra ganhar dinheiro.

Ai perguntavam pra vovozinha alguma coisa sobre a China. E ela dizia que nao sabia porque nunca tinha ido a China. Huahuahua. E ai perguntavam pro estudante sobre algo referente a Africa. Obviamente ele nao sabia porque nunca tinha ido a Africa. Adooooooooooooro as desculpas. Super hype fazer a phynna humilde pra esconder a burrice.

Alguem ai me diz qual e a capital do Usbequistao?

Ok, sorry.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O que tem pra fazer em Manchester?

Em todo caso, trouxe o CD do The Sims 2.

Pfff. Disse a mesma coisa em Birmingham e adorei aquela cidade feiuca. Adoro UK. Adoro esse montão de gente do subcontinente, nunca vi uma libanesa gostar tanto da raça. Mas queria mudar meu paqui por um indiano, acho muito mais hype.

Começo aqui a campanha: encontre um indiano para a libanesa. Quem me mandar perfil tosco de Orkut eu vou mandar tomar no cu (já vi que a minha caixa postal vai chover com indianos que querem ser meus freinds).

Eu ia pra Canal Street com uma inglesa lôca da buceta. Mas estamos cansadas. :( Pra quem não sabe, a Canal é a Gay Village daqui. Dóro. Queria descer até o chão com New Order.

Mas gente. Não é a mesma coisa. O dia gay da Zync lá em Dubai não chega aos pés da Lôca. Não tem DJ Pomba, não tem meus amigos, tem muita racha puta da Rússia. Blergh. Vou tentar trocar mais um Jo-Burg por UK.

Só nos vôos para cá eu posso comer chicken karahi.

Chicken-fucking-karahi.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Nintendogs

Sou uma nerd feliz proprietária de um Nintendo DS. Comprei saporquê? Pra jogar Nintendogs. Porque é bonitinho, chei de cachorrinho. Estou me divertindo horrores com o Labrador and Friends. Já recriei minha falecida poodle toy, a Tati, e o bebê do meu gorducho Henry, um vira-lata obeso que tem pelo duro e minha mãe tosa como tal, e todo mundo acredita que ele é um schnauzer tamanho XGG.

http://www.nintendogs.com/

Amo muito - desculpem-me, mas estou tento chiliquinhos histéricos cheios de progesterona com esses filhotinhos virtuais.

Mais um aerofofo!

Finalmente um dos meus amigos mais queridos aqui de Dubai (e pra vida toda porque eu simplesmente o amo de paixão e de loucura) estreou seu próprio blog: Ka na gringa.

Kalil é libanês genérico, assim como yo (como se pode notar pela falta de H no nome). Pelo menos o árabe dele é bem mais avançado do que o meu. Espero ler no blog as histórias hilárias que acontecem com ele - que a gente se mata de rir e pede para que ele conte mais uma vez.

Sem falar que ele é o rei do tiro ao pato no meu video game genérico (um Nintendo 8 bits que comprei no Carrefour do Mall of the Emirates por 38 Dirhams, ou seja, menos do que 20 reais!!!), faz feijoada haram como ninguém e adora Catuaba.

Esperamos fotos, também. Porque, além de tudo, ele é gatíssimo.

mwah

Roam if you want to.

Amanhã vou para Manchester, finalmente. Tive três Manchester em meu roster, não fiz nenhum até agora. Fiquei doente, troquei um por Túnis e outro por Nagoya. Aliás, esse Manchester eu troquei por um Jo-Burg que tinha. Não me entendam mal, adoro Jo-Burg, mas tinha 3 vôos para lá esse mês.

Gravei um CD para escutar enquanto passeio na cidade. Porque vôos para UK combinam com minha seleção 80's - e sim, gravar CD de mp3 porque ainda não aprendi a colocar música no meu IPOD, help!

Minha favotita é essa. Dóro:

bad bad mammy

Chat que tive com a mamma no MSN. Mãe, o Deco vai te matar. Quando levar os cachorros pra passear no minhocão, leva o puxa-saco inteiro da cozinha.

Ana Maria sent 9/9/2008 8:16 PM:
nenê (tony) está comendo peixe

bubu says:
nao creio

Ana Maria says:
domingo passado eu levei ele e o henry para passear com os pobres no minhocão

bubu says:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ana Maria says:
eles precisam ter essa referência das diferenças sociais...

bubu says:
hahahahahahahahahahaha

Ana Maria says:
aí, o tony cagou no minhocão

Ana Maria says:
no lazer dos póbre

bubu says:
isso vai pro blog

Ana Maria says:
vortemo correndinho e deixamos o recuerdo lá, pois eu já tinha gasto todos os saquinhos de plástico

Ana Maria says:
o deco vai me matar!

bubu says:
kkkkkkkkkkk

bubu says:
isso VAI pro blog

Ana Maria says:
meu deus, o déco vai me matar!!!!!!

Ana Maria says:
não põe

Ana Maria says:
não

Ana Maria says:
não

Ana Maria says:
foda-se

bubu says:
kkkkk

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sting me, baby.

Uhu! Confirmado: dia 12 de dezembro o gostosão do Sting cantará por essas bandas de Dubai, no Palladium.

Mãe, vambora!



As turca são chegadas no loirão (na última vez que fui com a minha mãe no show do Fábio Jr. a gente se divertiu horrores).

boa semana

Ok, a nossa semana começa no domingo, mesmo, aqui nos Emirados. Mas para os que estão no Brá-zil (e no resto do mundo que começa a trampar na segunda), uma ótima segundona. :)

Deixo esse regalito. Ficava lôca quando isso passava no ClipTrip. Linear, beibes. Tipo Menuno com cara de Paul Stanley. Dóro.

sábado, 6 de setembro de 2008

Caixinha de Iftar da Pakistan International Airlines, um terremoto pela manhã e um presidente leleco que vai aprontar todas!

Dedico esse post ao Clayton, meu novo miguxo que tem um dos melhores blogs de comida do mundo.

Acabei de voltar do Paquistão após uma viagem turbulenta. Não só pelos pobrema familiares (vixi), mas porque acordei com a cama chacoalhando levemente. Pensei "arre, Poltergeist". Mas não, era terremoto, mesmo. Constatei pelo movimento da água na garrafinha. Não gostei. Neeext.

E na cidade (Peshawar), o maior climão durante as eleições. Várias barreiras militares para evitar atentado. Mas em Kohat (área tribal pertim de Peshawar) deu merda. Pra variar. Todo dia tem, por ali. Não gosto. Neeext.

E o viúvo da Bhutto, o Asif Ali Zardari, foi eleito. Pessoa do suuuper do bem, foi preso por corrupção, amargou alguns anos na cadeia e saiu bilu-bilu da cabeça. Doidinho mesmo. Vamos fazer um bolão pra ver quanto dura (valendo um quibe): digo três meses. Os talibans estão arretados. Vai dar merda. Neeext.

Então que embarquei no vôo PK 283 Peshawar-Dubai. Lá pelas 1h30 de vôo, nada de comida. Tipo, ok, a companhia aérea é islâmica e talz. Mas, poxa, não são apenas muçulmanos que voam nela. Eu queria meu lanchinho.

Pedi delicadamente para a comissária (muito respeito cas colega da catiguria). E o povão todo me olhando de cara feia. Fuck, don't give me evils. Quer jejuar, jejua. Não quer, não jejua. Afinal, no Islam existe uma exceção para o jejum para aqueles que viajam. Então, meu amor, meu cu com chicken tikka.

Essa é a caixinha do Iftar. Rebobinando a fita: o Iftar é a quebra do jejum durante o Ramadan. Os comissários entregam no final do vôo. Mas como me guio pela exceção (e ainda mando flor pra Yemanjá), quis o meu durante o vôo.

Afinal, o entretenimento de bordo da PIA é uma merda (pelo menos nesse trecho, voado num Airbus 310-300) e, hoje, só tinha coral de criança cantando música islâmica. Eu, hein!

A maioria das revistas estavam em urdu. Tipos, nem falo idioma de terceiro mundo (só os meus, hah) e só me sobrou uma Economist.

O que fazer, então??? Comer, né!

Esse é o interior da caixinha. O saunduíche eu já tinha comido (um croissant gelado com spread de frango, horrível). Uma banana (ah, pensou que fosse uma melancia), uma caixinha com três tâmaras (no caso, uma tâmara e dois caroços pois, quando bati a foto, já tinha comido duas, eu dóro tâmara), uma xícara descartável para o chai, ketchup, leite em pó e... O que seria essa coisinha azul?

Ovo de páscoa? Guarda-chuvinha de chocolate da PAN? Bolinho?

Nãããão. Veja bem: tem a forma de uma coxa de frango.

Porque é uma coxa de frango! Kkkkkk. Arrasou. Vai fazer sucesso na rota Karachi-Praia Grande.

O melhor foi sair do avião e ver a galera se lambuzando na área das bagagens. Não resisti e saí cantando "mina, teus cabelo é da hora...". Pelados em Santos, bee.

Ok. Sou muito trash - and I like it, I like it, yes I know.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Uhuuu: إفطار (Iftar)

Ramadan. Estou em Peshawar, no Paquistão. O sol se pôs. Finalmente. Chegou a hora do Iftar - quebra do jejum. Estamos esperando dar uma horinha porque está o maior vuco-vuco na rua. Vocês sabem como é pobre o povo: todo mundo corre pro mercado e se estapeia para pegar frango, manteiga, leite, pão. Parece guerra.

Ainda bem que não jejuamos - porque o marido é um muçulmano que acredita em E.T.s e eu sou o sincretismo em pessoa, ou seja, quando a obrigação religiosa chega eu viro a casaca e mando flor pra Yemanjá.

Mas estou com vontade de fazer bolo de gordo (o famoooso bolo de caneca que você faz em 3 minutos no microondas, que chamo carinhosamente de bolo de gordo porque só gordo pra criar algo assim tão gostoso que você prepara num upa quando bate aquela gula no meio da noite) e não temos FARINHA! Aaaargh!

Sem falar que a farinha tá cara bacarai por aqui. Vocês sabem que o Paquistão é uma das capitais mundiais do rebuliço. E outro dia o povo fez filas de hooooras em Rawalpindi pra comprar farinha por 55 rúpias - o preço atual passa das 200 rúpias por pacotinho.

E esperamos todo esse tempo porque os supermercados e restaurantes estão fechados. E, acho, que se um Taliban me pega na rua tomando sorvete, usa meu escalpo pra fazer espanador. Sim, Peshawar está cheia de Talibans de verdadinha (leiam as notícias, tá um rebosteio só por aqui).

No mais, vou me esbaldar nas peras que cresceram aqui no quintal. Peras, romãs, mangas. Tudo fresco e sem grotóchis agrotóxicos - ou seja, pequenas e cheias de bicho bem saborosas.

Super prafrentex, Tony Goes.

Pronto, que saco, acabou!

Gente, que talz mudar de assunto? Não aguento mais essa histeria coletiva de show da Madonna, tipo caso menina que caiu do apartamento do mundinho. Foda-se a Madonna. Não conseguiu o ingresso? Não é o fim do mundo. Eu também me fodi e nem estou cortando meus pulsos. Poderia ter ido a Amsterdam ou Londres, sim. Mas minha paciência esgotou. Tô curtindo meus dias off com meu cafuçu etc e tal. Tipos... Existe vida além disso (existe Kylie em Dubai).

É twitter, Orkut, Facebook, mensagem em MSN. Invista sua energia de forma positiva. Eu, por exemplo, vou pegar meu reembolso e o dinheiro do biête e me jogar num Jimmy Choo lá na Printemps de Paris.

Vou ficar off dessa putaria até voltar de Manchester pra ver se a caboclada pinga Rivotril no cu, acalma e muda de assunto. Pelamor, isso é falta di qui fazê, vá ocupá sua mente, vá-vá-vá-vá ler uma bíbria.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Confissão de pós-adolescente

Estava comendo coxinha e assistindo aos clipes da Claide com o Rodrigo quando tivemos essa grande idéia - uma mega idéia, uma ideota: tínhamos day off, dinheiro no bolso e muita disposição para assistir ao show da Madonna em Zurique no dia 30.

Pesquisamos ingressos na internet. Tipos... 360 euros. Mais caro do que na porra do Brasil, mas sem a dor-de-cabeça para conseguir um. Emitiria no site rapidim.

Saí da casa do Rod cheia de minhocas na cabeça, lógico. Aí que fiz a cagada que nem contei pra minha mãe (huahua, porque ela com certeza me daria uma vassourada) ou pro marido (que venderia minha pele pro Taliban fazer cuíca).

Ficaria mei apertada até o fim do mês, mas foda-se, tenho comida em casa e um sorriso franco e espontâneo estampado no rosto, ó veja.

Voltei pra casa, emiti meu bilhete e dei pulinhos de alegria. Uhuuu! Assistiria Maddie, voltaria para Dubai de manhazinha e seguiria pro Paquistón toda feliz e realizada.

Tudo teria dado certo se os ingressos não tivessem esgotados horas antes da emissão do meu biête. Que merda, né. Pois estou algumas centenas de dirhams mais pobre e cagada. Tudo porque fui buuuurra e não reconfirmei a disponibilidade.

Meu cu com tahine, zaatar e muito fatouche.

Aí que vou perder a turnê e ficar em casa assistindo o DVD do Calypso (+ o CD ao vivo que o Celso me deu). Joelma não me decepcionará.

Ok. Posso assistir ao show da tia no Brasil. Tenho uma penca de férias acumuladas em dezembro. Mas acho que prefiro passar uns dias em Paraty (preciso de mata atlântica), colocar mamã no Boeing e voarmos para Istambul. Porque por 720 reais, 360 euros e o reembolso do meu bilhete da pra pagar 3 dias de hotel bem bacana em Constantinopla e ainda sobra dinheiro pra comer e tomar refresco.

E porque Kylie cantará em Dubai no dia 21 de novembro:



Aussie, aussie, aussie oy-oy-oy.

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