sábado, 28 de fevereiro de 2009

Caminho das Índias

Graças a Kelly consegui um link para assistir Caminhos das Índias cá em Dubai. Pois ADOREI! O sotaque do pai da Maya é luxo. Amor entre uma brâmane e um dalit. Clichê, mas necessário no mundo das novelas. Gostei.

Juliana, pelamor, chacoalha essa cabeça. Só falta isso para você ficar perfeita como indiana. Pqp, vai ser linda assim... Marcio Garcia, se encontro um dalit com tua cara (me divorcio por SMS, huahua), caso amanhã. Até ajudo a varrer cocô. Ok, isso não.

O povo chocha a Índia. Até eu chocho. Mas no fundo, adoro. Porque não vou cuspir no prato que como - afinal, Paquistão era Índia e, poxa vida, eu me arranjei com um ex-indiano. E o marido me dá uma vassourada se lê "ex-indiano", afinal, ele é pathan e tem como hobby odiar o país vizinho.

E fico emocionadinha ouvindo os "achas", "tikhe" e expressões familiares como "baba", "bhai" e "bhabi". Isso me lembra quando me chamam de "Karina bhabi". Oh so sweet!

Aliás, falando em mundo Índia... Estava eu jantando no Applebee's com meu amigo Ruy enchendo o bucho de carne quando um indiano se apresentou falando português. Era simplesmente o dono do meu restaurante indiano favorito, o Delhi Palace na Juscelino. Não que seja a comida mais refinada, mas por um valor você come o que quiser. Ó mundo pequeno!

O anelzinho de ouro no dedinho eu ajudei a comprar, haha. Podem visitar e encher o bucho. É mara.

meu DDA x Airbus


Só faltam 2 tipos de Airbus e rever o Boeing. Amanhã tenho prova para renovar a licença. E a atenção está tomando banho de mar lá em Abu Dhabi. Incrível como tenho ótimas idéias de posts, decoração, receitas e vontade de malhar quando preciso estudar. Martha Steward e Jane Fonda in me ficam doidinhas. Ai carai.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

odinho

Alguém me diz por favor o nome da música que usa sample da "Dragostea din Tei" do O-zone (essa aqui, a do numa numa ei) e uma voz que parece a da Rihanna cantando "e-eh-eh-eh-ie-eh" (algo assim), por favor.

Minha vizinha ouve isso non-stop. Que cocozão de música. Estava tocando no shopping outro dia. Vamos lá, leitores. Help! Preciso exorcizar!

brigaduuu :*

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Acabou a Festa da Uva!

É o seguinte: quer me chochar, que tenha Open ID. Acabou a festa do mamão do anonimato. Tá? Porque se quer tentar me ofender, larga de ser cagão. "Seje homi!!!"

ê!!!

Postando meu primeiro vídeo made in Dubai. O Ruy quem filmou. Tá meio merdão, mas foda-se, quer ver a travessia de barco entre Bur Dubai e Deira? Então óia!

Lakhshmi do agreste



Ivetão faz apresentação no carnaval vestida de deusa indiana. Tava demorando. Essa baianidade, essa novela, essa Índia. Muita preguiça disso tudo. Poderia dizer que estou feliz por estar longe. Mas estou mais próxima da Índia do que queria.

Pffff. Tchau mundo, vou dormir. Tenho reserva de madrugada. :P

sábado, 21 de fevereiro de 2009

meme de carnaval

O tal meme dos oito, peguei no delicioso Hello Lolla:

1. Oito séries de TV que eu assisto:
Oito? Ok, achava que não gostava tanto de séries de TV até colocar no papel as minhas favoritas... (aliás, eu não gosto de Friends).
- House
- Seinfeld
- Little Britain
- Mind Your Language
- My Name is Earl
- The Sopranos
- Taken
- Grey's Anatomy

2. Oito restaurantes preferidos:
- Restaurante Netto, Paraty (RJ) - A tal lula a Netto, recheada com camarõezinhos e queijo. Ma-mãe!!!
- Kabul Restaurant, Islamabad, Paquistão - o melhor espeto de carneiro afegão EVAAAA!!! Aquele arroz pulao eu como ajoelhada. O local é meio pé de porco, mas estamos falando de Paquistão. Mas deixe um espacinho no estômago para tomar um sorvetinho de pêssego na gelateria ao lado. Super vale a pena e o brecínio, ó, a turca adooora!
- Kebab Salonu, São Paulo (SP) - Fast food turco. Bom, bonito e barato. Moro em um emirado árabe e, mesmo assim, bato cartão por lá toda vez que vou ao Brasil.
- Sadaf, Sheikh Zayed Road, Dubai - Restaurante iraniano aqui na Sheikh Zayed (Camilla, anota essa dica) - por 60 dinheiros locais (cerca de 30 reais), encho o bucho de especialidades iranianas e o Faloudeh é de comer com lágrimas nos olhos (minha segunda culinária favorita).
- Mercearia do Francês, São Paulo - Francesinho sem afetações, preço sincero e tem até PF no almoço (amoadóóóóro). O crème brûlée é true.
- Sumo Sushi, Jumeirah, Dubai - Um dos melhores sushis que já comi na vida. Ok, o sashimi é meio grosso e acho que os combinados do Mori, em Sampa, dão um haodouken gostoso. Mas é o que tenho atualmente e bato um pratão com os sushis muderrrnos cheios de abacate e pimenta. Minha mãe fez amizade com o staff e, até hoje, morrem de saudade dela por lá (minha mãe para vereadora). Manhê, a filipina de bigodinho sempre te manda um beijo!
- La Barcarolla, Livorno, Itália - o melhor restaurante de frutos do mar que já estive. Sabem aquela máxima? "Comer frutos do mar ao lado do mar"? Pois bem. Livorno é uma cidade toscana portuária com um quê mourisco de onde muitos de seus avós (e os meus) deixaram a Itália rumo a 'Mérica. Estive lá com mamãe para buscar os documentos da famiglia para a tal cidadania e caímos nesse restaurante, recomendado por locais. Juro: Não comia nada que viesse do mar antes de visitar o Barcarolla. Mas depois de um carpaccio de lagostim e outras especialidades, meu gosto mudou. O restaurante é tão bom, mas tão bom, que eu e mamã estamos programando uma nova viagem a Itália só para repetir o almoço em Livorno (e bater uma polentona ai funghi na estradinha que nos leva a Fornovolasco, um lugar muito charmoso nas montanhas de Garfagnana... D'onde nosso Angelino Giannini partiu).
- O restaurante do Silk Route Lodge, em Gulmit (Hunza), norte do Paquistão - Não bastasse a imponência esmagadora das montanhas da estrada de Karakoram, um dos lugares mais bonitos do mundo (e seguro e ainda intocado), o cozinheiro desse pequeno hotel manda um dowdo (sopa de carneiro com pasta caseira e um queijo que é produzinho apenas em Hunza) que enche bastante a barriga. Aliás, é o staff mais simpático do mundo. Inesquecíveis eram as noites regadas a "água de Hunza" (vinho local) e música (a batida é fantástica) sob o céu mais estrelado que já vi. O melhor é ser a única mulher e não ter sofrido o menor constrangimento ou recebido nenhuma cantada. O sentimento que tenho por esse local é visceral demais. Só quem esteve por lá sabe o que é.

3. Oito coisas que aconteceram hoje:
- Conversei mais de duas horas com o Alê, no Skype. E pra ficar ainda mais gostoso, Tony nos deu a graça de sua voz por mais alguns minutos. Saudade. Saudade boa, mas saudade.
- Recebi a ótima notícia de que meu amigo Ruy conseguiu um apê em Abu Dabhi em frente a praia, lá no Corniche. O aluguel é uma pechincha. Mas o quarto é um cubículo. Logo, se visitar, terei que dormir em pé. É absurdamente pequeno.
- Jantei Pha Naeng, um curry tailandês que o Ruy me trouxe lá do Thai Terrace, nossa biboquinha tailandesa favorita em Bur Dubai.
- O curry me deu um leve desconforto intestinal (woohoo, emagrece!).
- Passei preciosas horas de meu carnaval em reserva. Ainda estou em reserva, aliás. Até as 2 da manhã.
- Tirei fotos com meu Goomba de pelúcia. Comprei ontem, no Dubai Mall. Também queimei neurônios pensando: compro um Nintendo Wii ou não? Amei o Wii Fitness. Video game que emagrece... Acho que só encaro um fitness se atachar um je ne sais quoi de nerdice.
- Lavei roupa.
- Passei roupa.

4. Oito coisas pelas quais mal posso esperar:
- Que essa reserva termine logo!
- Capotar na minha cama.
- Ir ao Dragon Mall amanhã de manhã, afinal, o Ruy precisa mobiliar o cubículo e não quero perder a carona (o mall fica na PQP). Soluções chinesas para transformar um quartinho em corticinho lá em Abu Dhabi, huahuahua.
- Férias!
- Reencontrar meu amô lá em Peshawar e namorar muito, muito, muito. Dormir de conchinha, dar beijinho na pontinha daquele nariz adunco, fazer brigadeiro de panela pra familhança, comer manga sob a mangueira lá do jardim, montar o telescópio na varanda e ouvir as teorias do fim do mundo em 2012.
- Chegar em São Paulo, beijar minha mãe e a Maria, me jogar no chão com meus cachorros, dormir na MINHA cama, tomar banho no MEU chuveiro, rever os MEUS amigos.
- Viajar com mamãe pro Peru. Porque ela é a melhor companhia de viagens do mundo todinho!!!
- Comer ceviche no Rosa Náutica, em Lima. Mode gorda ON!

5. Oito coisas que eu quero.
- Queimar mais alguns quilinhos.
- Levar minha mãe pro Sri Lanka e norte do Paquistão. E pro Quirguistão, pois queremos abraçar camelinhos que nem os do filme.
- Ver Iron Maiden ao vivo, mais uma vez (foi tão bom)... Vejam minha foto com cara de locadibala alucinaaada após o show (com pele da batera do Nicko) ao lado do meu companheiro de indiadas, o Ruy. E vejam a excelente descrição do show feita pelo meu amigo Fred, o cara mais true de Dubai!
- Aprender a cantar (huahua, ok, lhes pouparei de mostrar aqui o meu "talento").
- Tirar logo a porra da habilitação aqui em Dubai.
- Andar de bicicleta lá no Corniche, em Abu Dhabi.
- Desenferrujar meu italiano.
- Um novo corte de cabelo.

Aí, quem fizer o meme, manda o link via comment. Ou não. :)

Mágoa de Carnaval

As bilus se jogando em Floripa (as menos favorecidas, em Itanhaém), minha amiga búlgara pegou um vôo pra Sampa e vai se jogar na avenida, muita gente desinibida e eu aqui, em reserva, amargando um Teerã ou Nova York no porvir. Ah, o eterno medo do porvir até as 2 da matina.

Mas eu me alegro com o que tenho e faço o que posso. Carnaval caseiro, pluguei o laptop nas caixas de som e lá vou eu:



Sabadão de carnaval e a libanesa comendo Pha Naeng (delivery Thai), semi pronta na make up e prontinha pra ficar em casa, afinal, é carnaval e amanhã vou pra Abu Dhabi.

Ah, as gordas.

Desde meu último recadinho aos magoados, recebemos milhaaaares (huahuahua) de e-mails aqui na redação da libanesa (huahuahua ao quadrado) de gordinhas magoadas. Bem, minha intenção não era ofender gordo nenhum. Agora, se você se ofende com o rótulo de gordo, pois, emagreça.

Digo isso porque vivi um inferno de mais de 20 anos: a tal obesidade. Fiz todos os regimes possíveis: vigilantes do peso (me acabava no fim do dia com o tal queijo cottage e copão de Nescau), o sopão de legumes desintoxicador, a dieta de Beverly Hills (que terminou com pencas de brigadeiro no Amor aos Pedaços porque eu não mais aguentava comer abacaxi), os pontos do Dr. Alfredo Halpern, injeções, acupuntura, passe espírita, dieta dos ciganos, dieta da lua, da USP, enfim, experimentei toda e qualquer mandinga para emagrecer.

Nunca funcionou.

Sempre detestei academias (continuo detestando) e nunca substituí chocolate por fruta, afinal, odeeeio frutas. Ou seja, estava condenada ao eterno círculo da frustração saciada por comilança.

Confesso que vivi em um inferno. Quando você está acima do peso, é obrigado a tolerar chacota dos outros e sorrir. Afinal, em estado muito adiposo o mundo te considera um "preguiçoso" ou "sem vergonha que se entope de pão de mel". Porque acham que gordinhos são simpáticos? Não é uma opção, mas uma necessidade.

Acho que não preciso nem descrever o inferno que foi a minha vida por mais de 20 anos em que fui roliça, não é? Não saía, comprava as roupas que cabiam, não as que gostaria, não ia a praia (ok, até hoje eu não vou porque detesto areia), não tinha auto-confiança nem para peitar um chefe que não me pagava.

Minha solução foi reduzir o tamanho do estômago. Uma solução drástica, mas, como já disse, estava no inferno. Deu certo, emagreci e minha vida mudou completamente. Descobri que era bonita, que tinha pernas longas e grossas, que meus seios eram sensacionais - a despeito das estrias e marcas que a obesidade me deixaram.

Então, caros gordinhos, se vocês estão felizes sendo gordinhos, não chochem minha caixa postal. Porque se o fazem começo a duvidar. E se estão no inferno, encontrem a solução. Sou fã da gastroplastia porque vi muita lagarta virando borboleta. Tenho uma amiga que estava bem toiça e se motivou com minha cirurgia. Ela fez. Emagreceu, está linda, feliz e conquistando o mundo assim como eu. E tantas outras...

Obesidade é doença SIM e graças a Deus me curei. Se estiver interessado, dê uma googlada ou fuce comunidades no Orkut. Estão recheadas de informações - inclusive sobre cirurgias gratuitas na rede pública ou financiamentos.

Tenho 1,77m e sou a pessoa mais feliz em experimentar uma calça jeans 46 e ver que estar enooorme. Ah, sim, agora meu manequim é 42 de calça (sou cadeiruda, Nuschkur Allah), 40 na parte de cima e 44 para camisas com botões graças as peitcholas (e ainda mando apertar na cintura, que delícia).

E juro, me entupo de Doritos e chocolate em TPM. Chego a engordar 3 quilos. Mas esse é meu limite e, naturalmente, volto a emagrecer quando risco essa porcariada da minha dieta.

Então, fofitos e fofoletes do meu Brasil... Tem jeito pra tudo nessa vida. Se eu consegui, vocês conseguem. E párem de encher meu saco, porra!!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Obrigada, leitores :)

Mais uma vez obrigada pelo carinho de todos. Sério... Cada comentário positivo me faz muito, muito feliz e o blog jamais existiria sem vocês! Mwah mwah! É a velha história, não gosta, não lê. Agora, aporrinhar blogueiro porque não gosta do blog, oh please that's soooo 5 minutes agoooo...

E quem já viu os primeiros filhotes de suricatos nascidos no zoológico de Sidney? Tipos, ai que munitzeeeenho demais. Receberam os nomes de "Nairobi" e "Zanzibar".

Vamos lá: inclinem a cabeça levemente para a esquerda e digam "aaaah"...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

recadinho

Aos anônimos (sempre eles):

1. Meu vocabulário é xulo. Porque é o idioma da Xula.

2. Antes ser uma moça bonita falando palavrão do que uma feia recitando poema ou gorda com blog romântico.

3. Os comentários são moderados, logo, é perda de tempo tentar me magoar.

beijos-fui-pra-Doha-e-já-voltoooo

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

É hoje!

Tragam o bode pro sacrifício, a galinha pro despacho, bring your daughter to the slaughter. Hoje é dia de dançar pelada a luz da lua, é dia de orgia, vamos jogar as virgens no vulcão! Putaquepareeeeo, sabem que dia é hoje?

É O DIA DO REI! DO DIVINO SUPREMO!

...

Em 1951, no município de Catalão (GO) nascia o Amado mais amado da libanesa. Hoje é aniversário do meu rei:



FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOODA!!! Vou passar uma alfazema e um batom cor de rosa em homenagem. Putaqueopariu, que foda!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

As Cavernas de Batu - Malásia

Continuando o post do dia 8 de fevereiro (Malaysia Boleh!), segui em companhia de Petya (búlgara), Ahmed (egípcio) e Chirag (queniano-indiano) até as cavernas de Batu. Nada sabia sobre o local e imaginei que, segundo a descrição caótica de meu colega hindu de Nairóbi, teríamos alguma experiência espeleológica bem bacana: Estalactites, estalagmites, oi, super sonho. Entrei no taxi meio contrariada, esperando algum programa de cacique. Mas esses três eram tão legais e, por favor, fazer turismo nas torres Petronas não é meu estilo.

Após cerca de 30 minutos e 40 RM (cerca de 20 reais), chegamos aos distrito de Gombak e descemos do carro. Fotografei a primeira imagem que vi:

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Por favor, não chochem a qualidade das fotos. Estava muito quente, muito úmido e o sol, muito forte. Sou muito branca, não suporto ficar exposta ao sol das dez da manhã e tenho pressão MUITO baixa.

Minha sorte é que tive um insight fabuloso: ao invés de vestir jeans com camisa acinturadinha e scarpin vermelho da mesma cor da minha Victor Hugo, pensei: moro em um país tropical abençoado por Deus e SEI que ficarei toda desconfortável com sapatinho e camisa acinturada sob uma umidade terrível. Vai colar no corpo, vou me sentir mal, a pressão vai cair, vou ter que sentar e VOU FAZER DRAMA.

Como estava com a mala pronta para qualquer destino (já que estava em stand by no aeroporto), transformei uma saída de praia em bata (apenas coloquei um alfinete para diminuir o decote, afinal, não estava com roupa de banho embaixo e não queria expor as peitcholas em um país majoritariamente muçulmano). Coloquei uma skinny e peguei minha khussa favorita. Também troquei a bolsa vermelha por uma de tapeçaria árabe que comprei aqui em Dubai e que cabe tudo. Pronto! Libanesa indiana tropical. Deu tão certo que vou comprar pencas de outras saídas de praia - suuuper fresquinhas.

A prova cabal de que estava num clima tropical eram essas lindas bóias de praia:

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Eu queria tanto essa Margarida! Mas lembrei do mico que passei com a Dri Spaca quando o Celso Dossi conseguiu uma bolona tipo a do Quico na barraquinha de argolas lá no CTN, no show da Banda Calypso em dezembro último. Passamos a noite inteira cuidando da bola.

O indiano-queniano, que muito bem já conhece essa libanesa, me olhou de forma repressora. É. As lombrigas estão magoadas até agora. Como passarei o próximo verão SEM ESSA MARGARIDA?


Caminhamos em direção a entrada das cavernas passando por uma coleção de barraquinhas que vendiam desde camisas sociais (!!!), até CDs de Bollywood, cursos de computação (!!!), guirlandas de flores frescas e leite de vaca para que os fiéis praticassem o kavadi: uma vasilha de prata contendo leite bovino para o deus Murugan.

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Paramos para ver esse tio da foto abaixo. Por favor, não entendo NADA de hinduísmo. Logo, me desculpe se não entendi o que se passava. Agradeço se algum leitor me explicar (assim farei um adendo ao post).

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As pessoas acotovelavam-se para tomar o "passe" desse homem. Alguns entravam em transe ali mesmo. Petya, Chirag, Ahmed e eu estávamos embascacados. Só algo me chamou mais a atenção:

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Damn it! Eu quero essa bexiga, bóia, whatever!!!

Continuamos até a entrada da caverna. O que eu não esperava era justamente aquele detalhe no lado esquerdo da foto:

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Degraus. Muitos! Aliás, essa é a imagem do deus Murugan. E que ele me desse forças para subir tudo aquilo.

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O fato é que você começa a sentir a energia do local ali mesmo. São 272 degraus e você não chega lá em cima exausto. Parei apenas uma vez para tomar ar e continuei ao lado de senhoras gordinhas e idosos que subiam animadamente. Quem explica isso? Não subo dois lances de escada no meu prédio sem ter um princípio de ataque cardíaco e, aqui, não senti nenhum desconforto, falta de ar ou exaustão.

Sem falar que os degraus eram estreitos, logo, tive que subir nas pontas dos pés porque meu delicado pezinho número 40 ficava metade para fora. Aliás, antes que alguma bicha pão com ovo choche o tamanho do meu pé, vale lembrar que tenho mais de 1,77m. Logo, antes de dizer que sou pezuda, vá cuidar do seu nanismo.

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Vejam a expressão de felicidade de Ahmed (esquerda, de camiseta preta). Achávamos que morreríamos, mas subimos direitinho.

Ao nosso lado, os fiéis escalavam aquela infinita escada equilibrando sua oferenda de leite de vaca em um potinho de prata. Não vi ninguém derrubando nada!

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Agradeço ao capitalismo pela barraquinha de bebidas ao final da escadaria. Mataria por uma garrafinha de água. Fizemos um pit stop ali para nos hidratar e seguimos entre os fiéis.

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Ali eles se organizavam em pequenos grupos antes de entrar na caverna. Alguns carregavam vasilhas de prata com leite, outros tinham painéis muito pesados presos aos corpos.

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O fato é que chegamos exatamente no dia que antecedia ao festival Thaipusam, que celebra o nascimento do deus Murugan - filho de Shiva e Parvati. Ou seja, o povo já estava no climão - mas sem a parte que reúne 2 milhões de pessoas (ufa!).

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Lá dentro, alguns se dirigiam a uma caverna menor para finalizar suas oferendas. Enquanto outros entravam em transe e, bem, praticavam auto-flagelação. Alguns engoliam pequenos pedaços de carvão em chamas (ai), outros atravessavam lanças e ganchos em diversas partes do corpo - tudo sem uma gota de sangue.

Com sangue ou sem sangue, o fato é que quase desmaiei. Desculpem-me, não estou julgando. Só sei que não agüento nem agulha de injeção, ou seja, isso me fez muito mal e tive que desviar o olhar. Pelo que pude entender, quanto maior o grau de dor, maior o mérito do devoto. O que achei contraditório já que muitos diziam não sentir dor enquanto perfuravam a barriga com argolas de prata.

Uma forma mais light de passar por alguma provação era carregar os tais painéis pesadíssimos sobre o corpo:

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Pelo que vi, nem a criançada escapava. Esse aí não deveria ter mais de 12 anos e, toda vez que alguns fiéis levantavam o painel para que ele mudasse de posição, podia ver as feridas que se formavam em seus ombros.

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Desculpem-me pela sinceridade. Mas quer se furar, se fura. Quer comer fogo, enfiar lança nas costas, beleza. Mas botar a criançada para carregar painel pesado, aí já perco o meu rebolado. Enfim, outra cultura, não posso julgar, então resolvi sair de perto.

Ao meu lado vejo um adolescente tomando um passe. Em seguida desmaia e entra em convulsão. Pensei que fosse epiléptico e já estava pronta para ajudá-lo a não se machucar, mas o Chirag segurou meu braço e disse que aquilo não era epilepsia.

Se não era epilepsia, não sei o que era. Porque o jovem se debatia e babava, podia ver que estava com a língua enrolada. Era uma convulsão sim e alguma coisa (ou forte coincidência) impulsionou esse ataque.

Quando ele começou a se recuperar, outro jovem caiu no chão em transe, mas sem colvulsão. Diria que estava drogadíssimo, mas não o vi ingerir ou inalar nada. Já viram trombadinhas quando estão colocados com crack? Pois era igualzinho.

Testemunhar essas cenas somadas a energia do lugar e ao cheiro de leite azedo me deixaram bem mal. Não é minha religião, desconheço tudo o que ali se passava - o que me deixou ainda mais assustada, afinal, é natural que o ser humano tema o que não conheça. Por favor, não me entendam mal. Não estou julgando. Só sei que era algo completamente inédito para mim.

Quando olhei para a búlgara e a vi mais branca do que eu, puxei-a num canto e decidimos que a coisa mais prudente, naquele instante, seria sair dali.

Continuamos caminhando até uma parte aberta da caverna onde vimos alguns macaquinhos. Ficamos por lá um tempão tirando fotos e dando risada com o que esses bichinhos aprontavam: reviravam lixo (as cavernas estavam cobertas de sacos plásticos e toda sorte de porcaria que os fiéis deixavam para trás), roubavam ítens dos turistas (então tirei meu Prada da cabeça e enfiei na bolsa, huahua), descascavam bananas e as comiam igual a uma pessoa (o que me lembrou da minha avó que fazia beicinho cada vez que dava uma mordida na fruta), fornicavam (muita desinibição) e corriam entre os turistas.

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Petya e eu então tivemos a "brilhante" idéia de nos aproximarmos de um macaquinho tãããão bonitinho para tirarmos uma foto. E quase levamos uma mordida, pois o bicho que parecia tão amigável e doce enquanto nos aproximávamos, de repente, nos mostrou um belo par de caninos. Aí que a turca e a búlgara saíram correndo.

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Quando os meninos finalmente se cansaram de filmar o povo se furando, decidimos ir embora. Era unânime que estávamos sentindo uma energia muito forte. E isso nos deu uma fome daquelas (e nem fodendo que comeríamos alguma coisa por lá, nem tô a fim de aumentar minha coleção de lombrigas).

Se subir foi fácil, descer foi um inferno. Ahmed e eu cagamos de medo de altura e tivemos que descer os 272 degraus de ladinho, segurando no murinho que dividia a escada. Huahua, o que levou uns bons 20 minutos.

Nos entupimos de frutos do mar lá no Shopping Pavillions. E as liqüidações do Charles & Keith fizeram o dia da Petya (e o meu, lógico). Depois passeamos por Bukit, comprei pencas de frutas para trazer para Dubai e, finalmente, nos entregamos a uma uma hora inteirinha de massagem por meros 30 reais. Tá?

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Eu e Petya, recarregadas em Bukit.

É fato que dormir nos ajuda a assimilar novas informações. Pois bem, ao voltar pro hotel, sentei na cama e dormi 5 horas non-stop antes de voar de volta.

Se recomendo o passeio? Com certeza! É imperdível. Se voltaria? Nem fodendo. Uma vez basta. Já fui, já vi, já fui chacoalhada com tanta novidade e, na próxima, vou me restringir às turísticas Petronas. Aliás, tá aí uma foto que tirei delas lá no lobby do hotel. :)

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Obrigada, Lolla Moon, pela graça alcançada.

Achei isso aqui no maravilhoso blog da Lolla (ela é tem um bom gosto fenomenal e, além de tudo, o melhor humor evaaaa). Obrigada, xuxu. Agora não sairei mais de casa só pra brincar com a minha Poupee Doll, fotografar meus sapatos, roupas e cacarecos. :)

Como eu vivi tanto tempo sem isso eu não sei. Mas divirtam-se, meninas... e meninos (er, ahem):

poupeegirl fashion brand community

A minha ainda está basiquinha porque não uplodeei nada. Mas eu sou meio basicona, mesmo. Adoro jeans com camisa e salto alto, até parece uniforme meu.

buceta é ruim, é?

Se tem coisa que me dá odinho na vida é bicha que desdenha mulher ou genitália feminina. Tá, eu sei, tem gente que gosta de cu. Assim como tem gente que gosta de Oasis, do Brad Pitt, de apresuntado ou Fanta Uva.

Não sou fã de dar o frófis. Mas não chocho ninguém que o faça, afinal, o furico é teu, a racha é minha e cada um se vira como pode ou como quer. Isso não me dá o direito de por aí matraqueando que dar o cu é ruim, dói, dá hemorróida, que sodomia é pecado e papai do céu não gosta. Sinceramente, tô cagando e andando, no fim do dia eu me importo é com o meu e se estás infeliz com o teu, te vira, neguinho!

Sou mesmo idiota de esperar o mesmíssimo bom senso do resto da humanidade. Bem, eu sei que sou. Mas lhes digos, bees misóginas: se buceta é ruim, você nasceu de que? De cu?

Tem cara mesmo. Nasceu de cu e tá cheio de resto de cheque.

Pronto, falei. Voltemos agora a nossa programação normal.

Apelo

Antes de continuar meus posts sobre as cavernas de Batu, na Malásia, faço um apelo aos meus leitores: gente, preciso de um marido rico. Sério. Cansei de "escolhe a tarifa mais barata, não vem de Emirates, vem de Air Blue" (na boa, como diria Daniel, vudu é pra jacu). Cansei de ouvir "não precisa escolher o mais caro" toda vez que vou ao mercadinho. Aaaargh!

Porque quero comprar um Honda Jazz zero se posso comprar um Toyota Corolla 1996? Ah, vatomarnokoo. Porque ficar num hotelzinho marromeno ou no quartinho da cunhada com a minha mãe em Islamabad se eu quero ficar no Serena? Aaaargh! Jesus me defenestra!

Por favor deixem seus holleriths, declaração de bens e foto no e-mail aqui declarado. Ui, afinal, sou bonita, gostosa, inteligente e bem humorada. E não se preocupem, já nasci com nariz empinado e super gosto de segregação social e todas essas benesses que o dinheiro traz.

beijosmemandaemail

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Malaysia Boleh! (e a tal reserva...)

Estou no meu mês de reserva. Por um lado amargo em casa sem saber se vou viajar ou se posso voltar a dormir. Nem cocô dá pra fazer direito porque, vocês conhecem a máxima: Para que o telefone toque, basta ir ao banheiro.

O lado bom é que você não sabe para onde viajará. Logo, terá uma surpresa agradável (ou não) quando o telefone tocar e te mandarem para Kuala Lumpur (ou Beirute, a parte desagradável da surpresa - porque não saímos do avião e putaquepareeeo que vôo difícil). Isso se você estiver na reserva em casa (que gosto menos porque pode durar até 12 horas e dá uma preguiiiça).

Se estiver na reserva no aeroporto, o tempo de agonia é bem menor. O lado ruim é aguardar de uniforme, cabelo e maquiagem impecáveis. Mas, sei lá, fico mais preparada psicologicamente para voar uma vez que estou lá. Embora meu coração pare cada vez em que o funcionário receba um telefonema para selecionar algum tripulante e lhe dar uma sentença, confesso que prefiro esse tipo de tortura.

Pois lá estava eu matraqueando com um libanês, um eslovaco e uma australiana quando chamaram por uma "Ana". Mas o número da identidade não coincidia. Mesmo assim, meu coração parou de bater por alguns segundos até que eu confirmasse que eu não seria a "felizarda" em um vôo para Joanesburgo com estadia de 48 horas.

A tortura piorou quando o funcionário chamou por "Sharina" e entendi "Karina", lógico. O castigo? Lagos, na Nigéria. Tipos, o PIOR. Só não me caguei porque não tinha "feze" pronta. Mas a australiana me tranquilizou: "Seu nome é Ana Karina, não é Sharina!". Huahua, obrigada, Chezz!

Continuamos gargalhando, bebendo café e comendo biscoitinhos digestivos no louge quando, finalmente, ouvi "Ana Karina" seguido da minha extensa coleção de sobrenomes. Bem, era eu mesma. A pessoa com o sobrenome mais longo da empresa, (praticamente uma Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo wannabe).

Aaaaah! Era euzinha! Tanto tanto que um amigo espanhol levantou-se no outro canto da sala para me dar os pêsames (tínhamos a mera esperança que voaríamos juntos para Nova York e nos jogaríamos no Guggenheim porque, quando estivemos juntos em Paris, fizemos as finas no D'Orsay e acabamos com nosso allowance no Cafe de la Paix). José é um amigo bibona de Asturias. Absolutamente louro de olhos escandalosamente verdes. Estava com saudades das nossas afetações em Alexandria, Paris e Dusseldorf. :(

A sentença foi dita em voz alta: Kuala Lumpur! Wawaweewa! Tão boa que as culega aplaudiram! "Arrasa, racha!", "se joga no Pavillion e em Bukit, muitas compras!", "faça a fina das Petronas". Saí saltitando e dando tchau de Miss Brasil para as amigas e corri para a sala de briefing.

O melhor foi reencontrar um amigo queniano-indiano no mesmo vôo, o Chirag, e, de quebra, voar com pessoas tão legais: uma búlgara que jurava que eu era Búlgara, um chefe de cabine paquistanês que me ensinou pencas de palavrões em urdu e me deu dicas maravilhosas de filmes indianos, um egípcio sem noção, um co-pitolo que era o clone do Mr. Bean versão indiana, um aprendiz de co-piloto que media 1,55m, uma australiana hiperativa e um piloto holandês que adora falar com passageiros através das caixas de som.

- É a sua primeira vez em KL? - indagou o queniano-indiano enquanto tentávamos nos recordar qual vôo havíamos feito juntos pela última vez.

- Você é Búlgara? - continuou Petya, a búlgara.

- Você fala árabe? - perguntou Ahmed, o egípcio sem-noção, em árabe.

Geralmente a tripulação esboça um mix de preguiça e mau-humor nos briefings que precedem os vôos. Mas esse grupo estava cheio de energia. Gosto muito disso, geralmente sou a única empolgada e acabam me perguntando se ingeri muito açúcar.

O vôo foi fácil. Não estava cheio, os passageiros estavam contentes e empolgados, a maioria estava em férias. As 06h20 entre Dubai e Kuala Lumpur passaram rapidamente a bordo e pousamos um pouco antes do previsto. Como não havia dormido antes da reserva, assim que cheguei ao hotel (ok, 10 minutos após ficar boquiaberta deslumbrando as Petrona Towers da janela do lounge do hotel, PQP, como são lindas quando iluminadas) tomei banho e capotei. Dormi como uma pedra até as 8 da manhã. Levantei e encontrei um bilhetinho sob minha porta.

Era um convite. Petya, a búlgara, me convidava para que me juntasse a ela, ao Chirag e Ahmed para um passeio nas cavernas de Batu. Pensei "que diabos!". Estava com medo de me enfiar em algum programa de cacique. Porém, às vezes gosto de mandar guias turísticos às favas e me surpreender com um destino sem contar com prévias indicações...

Enfim. Fui. Posso dizer que aquele lugar arrancou meus pés do chão. Mas deixo isso para o próximo post, afinal, já está tarde aqui em Dubai e ainda preciso baixar as fotos da minha câmera.

Assunto para o próximo post. ;)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bom final de semana.

Porque hoje é sexta-feira nos Emirados. Na verdade é quinta, mas se considerarmos que a sexta-feira de verdadinha é como domingo por aqui, então, minha quinta-feira é vossa sexta. Entendeu?

No mais, seguirei para Bur Mumbai Dubai para extender a garantia do meu laptop. Porque essa porqueira de laptop precisa de garantia extra. Acer no more. Também não vou pra Apple (ah, não gosto, mil fanfreluches e limitações), acho a Sony overpriced. Quero um Toshiba titiquinho que caiba até na bolsa. :) Mas como estou de reserva, deixo o luxo para mais tarde... Afinal, não sei quando vôo ou se vôo.

As vacas estão emagrecendo, habibi. A única coisa que engorda nessa crise é a minha pancinha de comida de avião. E meooo, 90 reais numa garrafa de Bayley's foi de foder. Cazzo is happening? Pode parecer supérfluo, mas quem não tem Dormonid, dorme com Bayley's e minha triste realidade é que durmo 16 horas ou 4 (se durmo).

E que eu consiga um JFK amanhã de manhã. Preciso de horas de vôo e de uma visitinha na BH Photo.

Bem, xuxuzes, vou pegar meu Ipod. jogar minha scarf e seguir para o submundo golimar de Dubai. See you later, alligator. Vou cantando "More than This".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um dia de Mário

A melhor soma do mundo é gente desocupada + tempo + câmera + youtube + nerdice. Vejam só:


muito carão para pouca libanesa

O mundo paga pau para essa libanesa. Sim, ela é LINDA. Isso é indiscutível. Mas acho as músicas dela tão merdinhas e a vozinha dela é meio choradinha demais, tipo Xuxa em Lua de Cristal. Aliás, sou suspeita para falar... Após um ano aqui nos Emirados Árabes, quase todos os sucessinhos árabes soam iguais aos meus ouvidos e, sinceramente, deixo esse gênero musical para aulas de dança do ventre. E nada mais.



No meu Ipod, não, ô turca.

Música Turca

E muito mais aqui nesses blogs:

http://musicadaturquia.blogspot.com/

http://agendaallaturca.blogspot.com/

http://cozinhaturca.blogspot.com/

Sorry, mas vou ali ter uma epifania e já volto. Volto quando ascender até dar um beijinho na bochecha do Ataturk. Tony, corre lá. Tem tudo o que a gente gosta.



- clique e entnda porque acho o turco o idioma mais lindo do mundo!

Porque, até então, só conhecia Ebru Gundes, Tarkan, Ceylan e Yeni Turku.

In mé we trust!

Pretendia ficar em casa arrumando papelada, cozinhando, assistindo House... Mas me ligaram lá do MMI para dizer que minha licença de álcool finalmente ficou pronta. Uhuuuu! O cão foi quem butô pá nóis bebê.

Não sei nem por onde começar: Tequila (ixi, melhor não, uma vez eu bebi e fiquei com o menino "mais bonito da festa", huahua, aí no dia seguinte eu lembrei que ele usava sapato de pele de cobra), Bayleys pra tomar com leitinho e mimir gostoso ou champagne, champagne for everyone fazendo a Bubble DeVere (tap water, tap water for everyone!). Porque o resto do estoque eu já tenho.

Haram, eu sei. Mas, poxa, veja bem. Não sou hipócrita de rezar 5 vezes ao dia ou me abster de álcool e maltratar alguém por causa de cor, credo ou nacionalidade - coisa que super rola aqui, um país cheio de gente wahabi e, bem, não entrarei em detalhes, oh please, mas vejam, a Arábia Maldita Saudita is just around the corner.

Sei lá, Islam, pra mim, sempre foi everything about love. Não é um copo de champagne que vai me fazer queimar no inferno, ah não. Antes de mim irão essas pessoas que se cobrem de preto, fazem Hajj e batem na empregada filipina. São essas árabes toiças que enchem o frófis de comida e batem na babá indonésia porque ela pede um copo de Pepsi (isso aconteceu na minha frente).

Suas baleias, Jeremias as aguarda no inferno porque safado tem que morrer, carai:


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sasi sasi o to aro aro...

Não tenho muito saco com essas musiquinhas new age e essas bostas, mas essa do Deep Forest sempre me arrepiou. Me dá alegriazinha, sério mesmo. Já é quarta-feira nos Emirados. Então me despeço e os vejo amanhã, Inshallah.

O grande dia está chegando... dia 17 de fevereiro. Aguardem.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

12 horas sem cansar



Heathrow, Gatwick, we go both ways.

Ford Ka

O Ale achou de mau gosto. Mas achei tão bonitinho... E você, o que acha?

Sou maneira, aha-uhu!



Recebi do Rh do Inferno e do Chato no Ar! Obrigada pelo carinho e, please, não mexam assim com a minha progesterona! ;) O blog começou em 2003, estava hospedado no terrível zip.net e já teve várias alcunhas (Stuszcny Aromat Truskawkowy, Líbano Pop Show e, finalmente, Ah! Libanesa!). Já troquei de namorado, layout e país. Continuo alive and kickin' porque tenho leitores maravilhosos. Muitos viraram amigos. Outros, um pouco mais (huahuahua).

E só mantenho essa bodega aberta porque, sinceramente, amo meus leitores. :)


Então voilá, começando com as regras...



1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.

Então, seguindo as regras do prêmio, eu ganho uma caricatura minha se os 10 blogs que eu indicar também repassarem o link. Então vamos, lá. 10 blogs que eu acho maneiros (que leio todos os dias, sem corporativismo), além do próprio RH do Inferno e do Chato no Ar que já me indicaram:

1. Celso Dossi
2. Amigos da Suçuarana
3. Sorry Periferia
4. Passado com o Brasil
5. Can you read my mind?
6. Que pressão é essa?
7. Rehab your Mind.
8. Ká na Gringa
9. Nazarábias
10. Tony Goes

(Ok, confesso que só queria parabenizar, mesmo. Porque não quero uma caricatura minha, meio que tenho medo disso...)

beijosteamo

monte sua própria libanesa


Digo, bandejeira de luxo. *lagriminha de emoção escorrendo ao ver o uniforme* Se joga! (momentinho "eu amo meu emprego")


Caninha Ioguslavo

Pois agora fui deixar o lixo para fora e reencontrei o Ivan, o Caninha Ioguslavo. Sérvio, croata, you name it, o passaporte dele é Ioguslavo e sabe Deus como ele renova esse passaporte.

Voei com o Ivan para Joanesburgo. Ele é modelo e constantemente perguntava a mim e ao SFS brasileiro: "eu sou bonito, não sou?". Kkkk, lindjo.

Lembrei na hora no Caninha e o modelón ganhou apelido na hora:



É lindjo, fio. Avôa!

deve ser coisa de gorda...

Mas minha memória está fortemente ligada a cheiros. Que logo são relacionados a momentos da minha vida onde SEMPRE estava comendo alguma coisa.

Saí para comprar pão aqui em Dubai e senti, pela primeira vez em um ano, um gostoso vento com cheiro de mar. O que me remeteu a Santos... Sentar com a minha mãe na sala do nosso antigo e pequeno apartamento em José Menino enquanto comíamos pão de cará, tomávamos café com leite e jogávamos Super Mario no nintendinho.

O cheiro do supermercado aqui ao lado de casa me lembrou imediatamente de quando trabalhei em uma certa revista lá no Butantã. O trabalho era cagado graças aos chefes picaretas, mas adorava meu diretor de redação, o Maurício, e a outra estagiária, a Tati. Quando caia a tarde, fazíamos uma pausa para café com leite e sanduíche de salaminho que comprávamos ali no Supermercado Padrão, na Vital Brasil.

E o que eu gostava no Butantã era justamente o clima de bairro residencial - apesar do trabalho ser de foder. Quando saía da redação e me mandava para a faculdade, o por do sol combinado com o cheiro de pãozinho recém saído do forno do supermercado me remetiam aos finais de tarde com a minha avó quando morávamos em casa, lá no Pacaembu.

Ela sempre preparava um croissant coberto com sementinhas de papoula que degustávamos com manteiga e geléia. Ela tomava seu café com leite e eu o meu Nescau. Lembro de passar tarde folheando Revistas Geográficas Universais e ouvindo histórias de mitologia grega e história da arte. Passava horas hipnotizada com as telas de Bosch enquando vovó abria seu armário de guloseimas cheio de porcarias de todos os tipos e sabores. Terminava a tarde experimentando todos os seus sapatos (minha avó era meio Imelda Marcos), comendo pistache e tomando guaraná em garrafinha de vidro.

Não foi à toa que cheguei a pesar 100 quilos. :)

A cirurgia de estômago mudou meu corpo, fiquei gostosa. Mas a cabeça de gorda ainda continua uma merda e estou pensando em alternativas para substituir o pão de cará - já que o café com leite e o nintendinho eu tenho por aqui. E mamãe sempre está do outro lado do Skype, oras pois.

cadê a make, Angelina?

Meu amigo Ruy (que trabalhava no Terminal 2 aqui da Emirates e agora é um feliz funcionário público da Etihad) filmou a Angelina Jolie embarcando para Kabul. Aí eu pergunto... Gente, cadê a make da Maica Jéca? Porque, tipos, até o Ruy (que tem certa tolerância a feiúra feminina) achou-a meio esquisitona.

Continuo não entendendo a eterna pagação de par para Jolie e Pitt, duas pessoas tão chatiiinhas, metidiiinhas a boaziiinhas (Bryan Adams faz pencas de caridade de doação e ninguém sabe, porque, tipos, acho que caridade é feita por amor e não para ostentação). Acho tão cafona esse palquinho de amigos dos pobres e oprimidos. Ah meu cu procês dois. Meu cu com água de Jamaica.

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